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Grande adesão à greve nos hiper e supermercados, segundo sindicato

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) afirma que há “forte adesão à greve”, com “dezenas de lojas na Dia/Minipreço” encerradas.
Trabalhadores de hiper e supermercados manifestaram-se no início da greve, junto às instalações da Sonae na Maia, em 22 de dezembro – Foto de José Coelho/Lusa
Trabalhadores de hiper e supermercados manifestaram-se no início da greve, junto às instalações da Sonae na Maia, em 22 de dezembro – Foto de José Coelho/Lusa

O CESP marcou greve de três dias para 22, 23 e 24 em hper e supermercados, reivindicando: - A negociação do Contrato Colectivo de Trabalho do sector; - o aumento dos salários de todos os trabalhadores e o fim da tabela B - mais baixa e que se aplica em todos os distritos, exceto Lisboa, Porto e Setúbal; - a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível VIII (operador de armazém especializado); - a manutenção do valor pago por trabalho suplementar e por trabalho em dia feriado, contra a redução do valor das horas extras e do trabalho aos feriados; - horários de trabalho regulados, contra o banco de horas, pelo direito à conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar.

Segundo a Lusa, o CESP aponta, em comunicado divulgado neste segundo dia de greve, que “há registo de grande número de trabalhadores em greve em todas as grandes cadeias de super e hipermercados como é o caso do Pingo Doce, Continente, Jumbo/Auchan e Lidl. Na Dia/Minipreço há dezenas de lojas encerradas e muitas outras com horários de funcionamento reduzidos”. Nos armazéns há “elevada adesão dos trabalhadores”.

O CESP diz que as empresas recorreram, antes do início da greve, “e continuam a fazê-lo com a greve a decorrer, à pressão, e ameaça aos trabalhadores (ameaçando-os com ‘castigos’, penalizações, faltas injustificadas, etc.), à substituição ilegal de trabalhadores em greve, trocas de horários, trocas de dias de descanso, deslocação de trabalhadores da sua loja ou armazém para outros locais de trabalho”.

“Muitas lojas abrem com um número muito reduzido de trabalhadores, com chefias a substituir os trabalhadores nas caixas ou nos balcões de atendimento e com prolongamento dos horários dos trabalhadores que não aderiram à greve”, acusa ainda o CESP.

O sindicato acusa ainda as empresas e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) de pretenderem “reduzir a retribuição dos trabalhadores, baixando o valor do trabalho suplementar e do trabalho normal prestado em dia feriado e desregular os horários de trabalho”.

As empresas associadas da APED empregam 111 mil trabalhadores e “acumulam lucros milionários”, salienta o CESP.

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Comentários

Lá vai o Srº Arménio, com a pastinha na mão, dizer que o trabalhador, precisa de mais tostão. Não que ele não tenha razão!!.
Mas então o reformado? Aguenta o mesmo fado? Reformado, não tem voz, Tem de viver com reforma, do tempo dos nossos avós. E os governos de agora, que ganham dinheiro aos "MAGOTES", muito, muito raramente, se lembram, cá dos velhotes. Foi preciso, a geringonça, para se lembrarem de nós. Mas aumento tão pequeno, não vai afectar meu ego. Visto que ele nem chega, para mandar cantar um cego. Pois que aumento irrisório, gasta-se num instante, E quem vai lucrar? Quem é? O Estado e o comerciante.

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