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Governo e professores acertam calendário para descongelar carreiras

Arrancaram esta sexta-feira as negociações para o descongelamento das carreiras dos professores. Mário Nogueira afirmou que a boa notícia veio do parlamento, com a aprovação da resolução pela contagem integral do tempo de serviço dos docentes.
Mário Nogueira à saída da reunião desta sexta-feira com o governo. Imagem Fenprof.

A reunião juntou diversas organizações sindicais e as secretárias de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e da Administração e Emprego Público, Fátima Fonseca. Ao longo de três horas, foram apresentados os dados dos atuais escalões da carreira dos professores e fixado o calendário negocial.

Para a Fenprof, a melhor notícia do dia veio da Assembleia da República, com a aprovação de uma resolução que prevê a contagem integral do tempo de carreira dos docentes para efeito do descongelamento das suas carreiras.

Com esta aprovação, afirmou Mário Nogueira, na próxima reunião em janeiro “há uma coisa que já sabemos: já não vamos discutir que se o tempo deve ser todo contado, mas como vamos contar esse tempo”.

O compromisso do governo com os sindicatos vai no sentido de fixar um período de cinco anos para que os professores recuperem o seu tempo de serviço. Por isso, adiantou o líder da Fenprof, “até ao final de 2019, todos os professores - ou por via do reposicionamento, da progressão normal ou da recuperação - têm de ter pelo menos uma progressão na sua carreira”.

Ler também: Governo e sindicatos de professores assinam “declaração de compromisso”

Ficou marcada para 10 de janeiro o início das reuniões para discutir o reposicionamento dos sete mil professores retidos no primeiro escalão, por terem entrado para os quadros quando a progressão na função pública se encontrava congelada. A recuperação do tempo de serviço dos professores durante todo o período de congelamento - nove anos, quatro meses e dois dias - estará em cima da mesa de negociações a partir de 24 de janeiro.

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