Governo de direita da Holanda cai devido a plano de austeridade

Mark Rutte, o primeiro ministro da Holanda, que se destacou nas calúnias aos países do sul da Europa, demitiu-se por não ter maioria para impor um plano de cortes orçamentais no montante de 16.000 milhões de euros. Emile Roemer, líder parlamentar do partido de esquerda SP, considera que o plano é “mau para a economia” e que deve haver eleições “o mais depressa possível”.
Líderes do governo de direita da Holanda que caiu nesta segunda feira: Wilders (extrema direita), Mark Rutte (primeiro ministro liberal) e Verhagen (democracia cristã)
Líderes do governo de direita da Holanda que caiu nesta segunda feira: Wilders (extrema direita), Mark Rutte (primeiro ministro liberal) e Verhagen (democracia cristã)

O governo holandês era constituído por uma coligação entre o VVD (liberal) liderado pelo primeiro-ministro Mark Rutte, o CDA (democracia-cristã) liderado pelo vice primeiro ministro Maxime Verhagen e o PVV (extrema-direita xenófoba) liderado por Gerry Wilders.

A coligação desfez-se perante um plano de austeridade proposto pelo primeiro-ministro para reduzir o défice orçamental, de 4,7% em 2011 para 3% em 2013. Em negociação estavam diversos cortes, entre os quais a subida do IVA, o congelamento dos salários dos funcionários públicos, a redução do orçamento para a saúde e do orçamento para a ajuda aos países em desenvolvimento.

A queda do governo foi provocada pela rotura do partido de extrema direita (PVV) que se opôs ao plano de austeridade, tendo o seu líder Gerry Wilders afirmado: “Não queremos submeter as nossas pensões a uma sangria à conta das ordens de Bruxelas”.

O líder parlamentar do Partido Socialista (SP, um partido de esquerda que participa no GUE/NGL no parlamento europeu), Emile Roemer, considerou que o plano é “mau para a economia” e que é necessário haver “eleições e clareza o mais depressa possível”.

A última sondagem, publicada neste domingo, prevê:

- subida dos liberais do VVD de 31 para 33 deputados;

- queda dos democratas-cristãos do CDA de 21 para 11 deputados;

- descida do PVV de extrema direita de 24 para 19 deputados;

- subida do SP de esquerda de 15 para 30 deputados;

- descida dos trabalhistas do PVDA de 30 para 24;

- subida do partido Democratas 66 (liberal de centro) de 10 para 15 lugares.

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