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Glifosato: “Bruxelas quer evitar controlo democrático”

Eurodeputados do GUE/NGL insurgem-se contra a proposta da Comissão Europeia para prolongar a autorização deste herbicida por mais dez anos.
Foto Mike Mozart/Flickr

A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira uma proposta ao Parlamento Europeu para prolongar a autorização de uso do glifosato por mais dez anos. A proposta surgiu dias antes do prazo para decidir sobre a renovação da atutorização que termina no final do ano.

Para a eurodeputada Kateřina Konečná, coordenadora o trabalho do grupo parlamentar que integra Bloco e PCP na comissão de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar, “a proposta da Comissão é inaceitável, porque assenta em dados científicos errados – como o confirmaram os Monsanto Papers – que foram distorcidos para servir os interesses da indústria”. A multinacional Monsanto, que produz e comercializa o herbicida RoundUp, foi acusada de manipulação dos dados submetidos à apreciação da Comissão Europeia.

“Ao apresentar a sua proposta ao Parlamento poucos dias antes de tomar a decisão final sobre a autorização, a Comissão quer evitar o controlo democrático na esperança de ver a sua proposta aprovada sem ruído”, prossegue a eurodeputada do GUE/NGL.

Esta semana, a Comissão Europeia anunciou formalmente a receção da Iniciativa de Cidadania Europeia, entregue em julho e subscrita por mais de um milhão de pessoas a pedir a proibição do glifosato. Para o GUE/NGL, “a Comissão devia ouvir essas vozes” que alertam para os perigos do glifosato no que respeita à saúde e à biodiversidade.

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