Está aqui

Gato de Schrödinger está vivo e morto em dois lugares ao mesmo tempo

Através de novas experiências envolvendo o famoso gato de Schrödinger, investigadores demonstraram que um “gato quântico” pode estar vivo e morto, em dois lugares ao mesmo tempo.
Gato numa caixa, foto de Falk Wussow/Flickr.

Um estudo publicado por Chen Wang e colegas esta semana na revista Science estudou o paradoxo do gato de Schrödinger em partículas subatómicas.

O paradoxo do gato de Schrödinger é uma experiência famosa, desenvolvida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger em 1935, que explora a forma como um sistema quântico, como um átomo ou um fotão (na teoria quântica, um fotão é uma partícula elementar de energia luminosa), pode existir numa combinação múltipla de estados, num fenómeno chamado de superposição quântica.

Um gato preso numa caixa fechada, que não pode ser observado desde fora, por estar vivo, ou não. Os cientistas a analisarem a caixa não conseguem saber o estado do gato a menos que a abram. Portanto, quando não está a ser visto, o gato está, ao mesmo tempo, morto e vivo. O paradoxo é usado para explicar, em física quântica, que as partículas subatómicas podem estar num estado ou noutro.

No entanto, as partículas subatómicas podem estar “ligadas” através do espaço. No seu estudo, Chen Wang e colegas pegaram em duas cavidades espaciais separadas e aplicaram ondas de luz de tal forma que houvesse apenas um comprimento de onda nas cavidades a cada momento, dando a duas áreas separadas espacialmente qualidades semelhantes. As duas cavidades foram unidas por uma supercorrente, uma corrente que flui sem qualquer voltagem aplicada. 

Os cientistas fizeram então os fotões de uma das cavidades passar por um labirinto do portas que lhes deram spins (do inglês “girar”, é o nome dado à orientação que partículas subatómicas e alguns núcleos atómicos apresentam quando atravessam um campo magnético) distintos. Dessa forma, os investigadores deram dois estados aos fotões (tal como o gato, morto ou vivo), e observaram estados semelhantes nos fotões da cavidade adjacente.

Estes resultados, que envolvem induzir um grande número de fotões em estados compatíveis, mostraram a capacidade de manipular estados quânticos complexos, o que pode ter aplicações em computação e na comunicação em longas distâncias.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Ciência, Cultura

Adicionar novo comentário