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Frente Comum marca greve para 27 de outubro

As propostas do governo para a Função Pública não agradaram à plataforma de sindicatos afetos à CGTP, que defende o aumento de salários, o fim dos cortes da troika e o descongelamento imediato das carreiras.
Manifestação Frente Comum
Foto Frente Comum

As rondas negociais entre o governo e a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública resultaram em “nada”, afirmou Ana Avoila esta sexta-feira à saída de novo encontro no Ministério das Finanças. A dirigente da Frente Comum anunciou uma greve nacional da função pública para o próximo dia 27 de outubro, caso o governo não recue na sua posição.

"Fez-se um esforço mas isto não é nada e defrauda as expectativas dos trabalhadores", disse a sindicalista, citada pela agência Lusa, acrescentando que "esta greve é para ser feita, só não será feita se o Governo quiser".

Para os sindicalistas, as propostas apresentadas pelo governo para o descongelamento das progressões na carreira da função pública foram “uma mão cheia de nada”. “Não aceitamos que o Governo não pague as progressões como está na lei, que vá fazer isto faseadamente”, sublinhou Ana Avoila.

“É um roubo que nos estão a fazer. Um roubo que vai continuar e, por isso, não aceitamos isto. Não aceitamos o pagamento faseado, a taxação de IRS no subsídio de refeição. Estas propostas não trazem nenhuma resposta à reivindicação dos trabalhadores", disse Ana Avoila, sublinhando que “o Governo não está a medir bem o que está a propor”.

Também a recusa do governo em acabar com os cortes no pagamento do trabalho extraordinário mereceram a oposição dos representantes dos trabalhadores, que consideram a proposta “um balde de água fria”. “Não podemos aceitar que o pagamento do trabalho suplementar, seja ao fim de semana ou dia feriado, não seja pago na totalidade, prosseguiu Ana Avoila, reclamando “a reposição dos valores antes dos cortes impostos pela troika.

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