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França manifesta-se contra reforma laboral de Macron

Foram entregues 4 mil pré-avisos de greve e marcados 200 protestos que levaram milhares às ruas, esta terça-feira. A mobilização, de âmbito nacional, foi promovida pelos sectores estudantis e pela CGT, contra as novas leis laborais que representam uma "regressão social histórica".
Foto da manifestação em Lyon, esta terça-feira, de Laure Al-khoury/ Twitter.
Foto da manifestação em Lyon, esta terça-feira, de Laure Al-khoury/ Twitter #manif12sept.

Recorrendo ao mesmo expediente que François Hollande, o novo Presidente francês contornou o parlamento e promoveu uma reforma laboral sem precedentes, através de cinco decretos presidenciais. A nova Lei do Trabalho, de Emmanuel Macron, vai dar “plenos poderes ao patronato" e “é pior que a do ano passado”, defende Philippe Martinez, líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT).

Sindicatos e estudantes consideram a reforma laboral de Macron uma "regressão social histórica" e Jean-Luc Mélenchon, o candidato da França Insubmissa que participou nos protestos em Marselha, qualificou-a como uma “golpe de estado social".

As novas medidas facilitam os despedimentos coletivos, incentivam os trabalhadores a resolver os problemas com a própria empresa e a não recorrer aos sindicatos, e flexibilizam horários e salários.

Para esta terça-feira, foram entregues 4 mil pré-avisos de greve e marcados 200 protestos que levaram milhares, entre sindicalistas e estudantes, às ruas de Paris (a CGT indica 60 mil pessoas), Marselha, Lyon e Nantes.

Em Paris, esta manhã, um grupo de feirantes e proprietários de empresas de diversão usaram vários camiões para bloquear parcialmente a circulação nos Campos Elísios e alguns acessos à cidade.

Segundo a imprensa francesa, devidos às greves e aos protestos, verificam-se complicações na circulação, perturbações nos transportes públicos, há escolas fechadas e empresas encerradas, a Ryanair anulou 110 voos e a Air France quase parou.

As outras duas centrais sindicais francesas, a FO e a CFDT, apesar de criticarem as reformas, não apelaram à participação nos protestos.

O Presidente francês reagiu aos protestos afirmando que não cederá perante "pessoas preguiçosas, cínicas ou extremistas".

Para dia 21 de setembro está já marcada uma nova jornada de luta, anunciou a CGT. A França Insubmissa também anunciou uma nova mobilização, para dia 23 de setembro.

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