Iñaki Urdangarin, genro do rei de Espanha, é acusado de desvio de vários milhões de euros de fundos públicos, através do Instituto Nóos, uma sociedade filantrópica a que ele presidiu entre 2004 e 2006.
Iñaki Urdangarin sempre negou qualquer ligação da infanta Cristina e da casa real aos negócios do Instituto Nóos. A 23 de fevereiro, o genro do rei de Espanha declarou formalmente no tribunal de Palma de Maiorca: "Declaro que a família real não deu o seu parecer, recomendou, autorizou ou apoiou as atividades que eu realizava no Instituto Noos".
O tribunal tem estado a ouvir Diego Torres, ex-sócio de Iñaki Urdangarin, mas que divergiu do genro do rei e tem estado a fornecer material de prova ao tribunal, nomeadamente e-mails que pretendem demonstrar o envolvimento da filha do rei nos negócios do Instituto.
Segundo Torres, a infanta Cristina fazia parte do conselho de administração da Nóos e sabia das atividades ilegais do marido.
As provas apresentadas por Diego Torres na semana passada levaram o juiz a constituir Cristina como arguida. Os documentos apresentados envolvem mensagens trocadas entre Cristina e o marido e associam a filha do rei a atos de gestão do Instituto Nóos.