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Festejar os 30 anos do Teatro de Marionetas do Porto

O Teatro de Marionetas do Porto vai passar o ano de 2018 a revisitar a sua história, a partir da sede, agora alargada, da Rua do Belomonte, onde tudo começou – em Setembro de 1988 – e agora convergem museu e espaço de experimentação.
Foto de Teatro de Marionetas do Porto.
Foto de Teatro de Marionetas do Porto.

Regressando às origens, a Rua de Belomonte, em plena zona histórica da cidade, é agora a sede alargada do Teatro de Marionetas do Porto (TMP), uma companhia que, em 2018, assinalará 30 anos de história. Este espaço é também, desde há pouco mais de um ano, o novo lugar do Museu das Marionetas do Porto.

Tudo começou naquela rua, em setembro de 1988, com uma das primeiras criações de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), o Teatro Dom Roberto. Nestas três décadas que passaram, o TMP estreou perto de meia centena de produções, marcando o panorama desta arte no país e fazendo-o através da estética inconfundível daquele encenador. Seara Cardoso conciliava, de um modo muito original, a tradição com a inovação formal e a contemporaneidade. O seu trabalho fez escola e tem continuado através da gestão e da direção artística de Isabel Barros, também responsável por várias encenações, na última meia dúzia de anos de atividade da companhia.

Assinalando o 30.º aniversário, o TMP vai passar o ano revisitar a sua história, com a reposição de 13 criações, num calendário que contará 77 apresentações e que começa já a 25 de Janeiro, com uma revisão de Fausto (2015), a partir de Christopher Marlowe, com texto e encenação de Roberto Merino.

Mais informações sobre o programa completo de Marionetas do Porto - 30 anosaqui.

“Achámos que, à imagem do que o João Paulo fez aquando da comemoração dos 20 anos, seria interessante repor vários espectáculos”, explicou Isabel Barros, ao jornal Público. É uma forma de proporcionar aos públicos mais jovens a fruição de produções que em muitos casos foram vistas pelos pais. “Quem, por exemplo, viu o Óscar em 1993 agora poderá trazer os filhos: é uma situação muito curiosa, que verificamos aqui muitas vezes, esta transmissão de gerações”, acrescentou a diretora e encenadora do TMP.

Conforme adianta a reportagem do Público, alguns dos espectáculos serão repostos mantendo a encenação original de Seara Cardoso – como o já referido Óscar, Os 3 Porquinhos, Wonderland e também Frágil, que se encontrava ainda em preparação na altura da morte precoce do encenador, em outubro de 2010.

Em outubro, o TMP estreia Quem Sou Eu?

No calendário de 2018 do TMP, a única estreia prevista será Quem Sou Eu?, integrando o programa do Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP’18), que decorrerá durante esse mês. Trata-se de uma criação com encenação e figurinos de Isabel Barros, que “vai contar com uma composição de intérpretes de formação mista, associando profissionais do TMP e pessoas sem formação nesse domínio, com mais de 65 anos”, adiantou a encenadora ao mesmo jornal, explicando ainda que grupo será selecionado junto da população sénior que frequenta os serviços sociais da autarquia na Quinta de Bonjóia, em Campanhã. Aí, o TMP detém também um pólo, com um espaço de exposições e animação, onde promove visitas guiadas, leituras encenadas, etc.

Já no início de 2018, o TMP irá ainda lançar a edição de um livro com a história da companhia que criou o mítico espectáculo Vai no Batalha (1993). O lançamento está agendado para o próximo dia 3 de fevereiro, evocando aquele que foi o dia da inauguração, no ano de 2013, do Museu de Marionetas do Porto (e que era também a data de nascimento de Seara Cardoso).

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