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Fernando Relvas (1954-2017)

Faleceu na terça-feira um dos maiores criadores da banda desenhada portuguesa. O corpo estará em câmara ardente nos Paços do Concelho da Amadora e o funeral é na sexta às 11h no Crematório de Barcarena.
Fernando Relvas. Foto publicada no JN a partir do Facebook.

A história da banda desenhada portuguesa das últimas décadas em Portugal teve em Fernando Relvas um autor incontornável. A revista “Tintin” acolheu as suas histórias desde 1978, com “O Espião Acácio”, "Viagem ao centro da Terra", "Rosa Delta Sem Saída", "Cevadilha Speed" ou "L123”.

Fernando Relvas publicou depois no semanário “Se7e”, onde retratou a noite lisboeta que bem conhecia, a marginalidade e a sede de liberdade das “tribos” que a frequentavam. Ai saíram histórias como as de ”Concerto para Oito Infantes e um Bastardo", "Niuiork", "Sabina", "O Diabo à Beira da Piscina", "Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino", "Karlos Starkiller" ou "O Atraente estranho".

Com o fim do Se7e, passou a publicar em vários jornais e revistas, num "percurso nervoso por entre géneros e humores, métodos e técnicas, veículos de publicação e modos de produção e circulação servirá de retrato de uma incessante e intranquila busca pela expressividade própria da banda desenhada”, como reconhecia Pedro Moura, diretor do Amadora BD, na inauguração da exposição retrospetiva “Horizonte, azul tranquilo”, dedicada à obra de Fernando Relvas.

O criador foi também uma referência para a nova geração de ilustradores e autores da BD portuguesa e também deixou a sua marca na comunicação política, ao criar a “Ovelha Negra” que deu o nome a um suplemento do jornal Combate e se tornou num símbolo da insubmissão anti-cavaquista das campanhas do PSR no início dos anos 1990.

Fernando Relvas faleceu esta terça-feira no Hospital Amadora Sintra. O corpo estará em câmara ardente nos Paços do Concelho da Amadora esta quinta-feira e o funeral realiza-se às 11h de sexta-feira no Crematório de Barcarena.

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