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Ex-presidente da região de Madrid detido por suspeita de fraude e corrupção

O militante do Partido Popular terá utilizado contratos públicos para cobrar comissões ilegais numa rede de favorecimento da família, de empresários e do seu partido.
Ignácio González (à esquerda) com Mariano Rajoy (ao centro), por Sergio Barrenecha, EPA/Lusa
Ignácio González (à esquerda) com Mariano Rajoy (ao centro), por Sergio Barrenecha, EPA/Lusa

Ignácio González, ex-presidente da Região de Madrid e militante do Partido Popular, foi detido e colocado em prisão preventiva esta quinta-feira, por suspeitas de fraude, corrupção e branqueamento de capitais. 

As autoridades identificaram González num esquema de corrupção na gestão do Canal de Isabel II (empresa pública que faz a gestão da água na região), onde alegadamente terá realizado adjudicações de contratos públicos fraudulentos, em troca de comissões ilegais. 
Comissões que eram depois processadas num esquema de lavagem de dinheiro, através de operações de investimento complexas entre familiares do próprio González e uma rede de militantes do Partido Popular e empresários da construção civil. 
 
A própria organização do Partido Popular madrileno foi alegadamente financiado por esta rede de comissões provenientes do Canal de Isabel II. 
 
Esperam-se ainda dezenas de prisões. Entre os suspeitos estão também o irmão de Ignácio, Paulo González, alegadamente responsável pela rede de branqueamento.
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