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EUA vão abandonar a UNESCO, novamente

Depois de, em 2011, Obama suspender o financiamento da organização, os Estados Unidos da América vão anunciar na próxima semana que vão abandonar oficialmente a UNESCO, como protesto contra as posições “anti-Israel” que os EUA consideram que a organização tem adotado.
Donald Trump com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Donald Trump com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

Depois de, em 2011, Obama suspender o financiamento da organização, os Estados Unidos da América vão anunciar na próxima semana que vão abandonar oficialmente a UNESCO, como protesto contra as posições “anti-Israel” que os EUA consideram que a organização tem adotado. Tanto o Washington Post como a Foreign Policy confirmam a notícia através de fontes da administração que falaram sob anonimato. 

Não é a primeira vez que acontece nem é uma atitude adotada apenas por presidentes nomeados pelo Partido Republicano. Tanto Obama como, agora, Trump, atacaram a organização para defender a sua aliança com Israel .

Em 2011, ainda sob a liderança de Barack Obama, os EUA suspendeu o seu financiamento à organização - cerca de 80 milhões de dólares por ano, ou 22% do orçamento da organização -, depois da UNESCO votar a favor da inclusão da Palestina como um membro oficial. No entanto, manteve um gabinete aberto em Paris para acompanhar os trabalhos e manteve também o voto no conselho executivo da organização.

Segundo a Foreign Policy, a decisão foi tomada há várias semanas pelo Secretário de Estado, Rex Tillerson, que informou Emmanuel Macron ainda em setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Tillerson respondia assim a pedidos de Macron para os EUA apoiarem um candidato francês a um cargo da UNESCO. 

Em 1984, Ronald Reagan tomou uma decisão semelhante, acusando a organização de corrupção e proximidade ideológica com a União Soviética. Apenas em 2002, com George W. Bush, voltaram os EUA a participar na UNESCO. 

Devido à suspensão de financiamento em 2011, os EUA acumularam uma dívida para com a organização que ronda hoje os 500 milhões de dólares. A rescisão desta dívida é um dos argumentos de Rex Tillerson para abandonar a organização. 

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