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EUA cortam 285 milhões de dólares à ONU

A Administração de Donald Trump anunciou um corte equivalente a quase 240 milhões de euros, na sua contribuição para o orçamento das Nações Unidas, depois de 128 países terem condenado a decisão norte-americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
EUA cortam 285 milhões de dólares à ONU
“Não deixaremos mais que a generosidade do povo americano seja aproveitada sem controlo”, afirmou Nikki Haley, num comunicado emitido três dias depois de a Assembleia-Geral das Nações Unidas ter condenado a mudança da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém. Foto de Justin Lane/ EPA/ LUSA.

No passado dia 24 de dezembro, a delegação dos EUA emitiu um comunicado, no qual anuncia o corte de 285 milhões de dólares (cerca de 240 milhões de euros), na sua participação no orçamento da ONU, para pôr fim aos “benefícios” que a comunidade internacional tem usufruído, a partir da "generosidade americana", e apontando “ineficácia e despesas excessivas” à organização.

Contudo, ainda antes de anunciarem este corte nas contribuições, os EUA já tinham ameaçado que reduziriam a ajuda a quem condenasse a mudança da embaixada americana em Israel.



“A ineficiência e o excesso de gastos das Nações Unidas são bem conhecidos. Não deixaremos mais que a generosidade do povo americano seja aproveitada sem controlo”, afirmou a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, num comunicado emitido três dias depois de a Assembleia-Geral das Nações Unidas ter condenado a mudança da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém.

De acordo com os números citados pelo  The Guardian, este corte será sentido no orçamento das Nações Unidas, uma vez que os EUA são o seu maior contribuinte, representando 22 por cento do total. Em 2017, por exemplo, Washington financiou 1,2 mil milhões dos 5,4 mil milhões de dólares do orçamento anual da ONU.

Guatemala vai seguir decisão de Trump

No mesmo dia, no domingo passado, o Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou que já deu instruções para alterar a morada da embaixada do seu país para Jerusalém.

Para os palestinianos, esta decisão do Presidente da Guatemala, é considerada um “ato vergonhoso e ilegal”. Além disso, “a decisão vai contra a vontade dos líderes das igrejas em Jerusalém” e viola a recente resolução da Assembleia-geral da ONU, que condena o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por parte dos EUA, lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, citado pela AFP.

Também o presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou esta decisão da Guatemala, classificando-o como um "ato ridículo". "Alguns governos vendem a sua lealdade ao império para não perderem migalhas dos Estados Unidos", afirmou Evo Morales, numa publicação na rede social Twitter.

Entretanto, o primeiro-ministro de Israel já anunciou que “está em contacto com pelo menos mais dez países”, para que estes também sigam a decisão de Trump.

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