As medidas de austeridade do governo conservador vão para além da redução das indemnizações por despedimento e o aumento das razões invocadas para despedir rapidamente. O aumento das propinas e a diminuição da comparticipação nos medicamentos preocupam a UGT e as Comisiones Obreras, que convocaram este protesto para dizer que "Com a saúde e a educação não se brinca".
A organização fala em 40 mil manifestantes este domingo em Madrid e dezenas de milhares nas restantes 54 cidades para se oporem ao que dizem ser uma "agressão brutal" do Governo aos direitos de quem trabalha e que já motivou uma greve geral no fim de fevereiro. Ignacio Toxo (CCOO) e Cándido Méndez (UGT) acusaram ainda Rajoy de não estar disposto a dialogar, depois de lhe terem enviado por três vezes cartas a pedir um pacto para o emprego, o crescimento económico e direitos sociais.
O primeiro-ministro parece dar razão a esta crítica dos sindicatos, a julgar pela resposta que deu ao protesto nas ruas no encerramento do Congresso do PP madrileno. "A cada sexta-feira continuarão as reformas. E na próxima sexta também", advertiu no seu discurso em que também tentou explicar porque aumentou impostos e impôs mais sacrifícios que não constavam no programa eleitoral. Seguindo o exemplo de outros governantes, como o português, Rajoy disse que teve de o fazer porque "não havia alternativa".
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