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Espanha: Ninguém assume culpas pelo caos na autoestrada

Milhares de pessoas ficaram presas durante 18 horas num dos principais acessos a Madrid afetados pela tempestade de neve.
Foto Juan Rayos/Twitter

O regresso das festas de Reis ficou marcado pelo caos numa das autoestradas de ligação a Madrid, quando milhares de automobilistas ficaram bloqueados debaixo de uma tempestade de neves. Mais de 3.000 veículos ficaram imobilizados durante 18 horas e a falta de acesso a água e comida, combinada com a ausência de limpa-neves, provocou o caos e a indignação dos condutores.

As reações oficiais são de passagem de culpas entre entidades e para os próprios automobilistas. O governo de Mariano Rajoy encontra-se sob pressão da opinião pública e da oposição por causa da falta de meios de resgate e salvamento para o temporal anunciado. Mas o ministro do Fomento, Iñigo de la Serna, afirma que o governo fez “tudo o que era possível” para responder à situação e decidiu abrir um inquérito à concessionária da AP-6, a empresa Iberpistas.

Por seu lado, a concessionária afirma ter agido em coordenação com o Ministério do Fomento e a Direção Geral de Trânsito (DGT) e que fez todo o trabalho de prevenção previsto no plano de operações. A DGT aponta o dedo aos condutores, afirmando que a tempestade estava prevista e aqueles não se deram conta. Por essa razão, muitos veículos circulavam sem as necessárias correntes de neve.

Segundo o Publico.es, os condutores optaram por circular na AP-6 porque nem as páginas oficiais de informação de trânsito nem as suas redes sociais deram conta dos engarrafamentos e bloqueios ocorridos ao longo da via.

 

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