A Espanha não tem vaga para o melhor físico jovem da Europa

14 de maio 2013 - 16:18

No mesmo dia em que viu negada a candidatura a um contrato no seu país, um investigador galego soube que recebera o prémio do melhor jovem físico experimental da Europa.

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Diego Martínez Santos: na Espanha, o seu currículo é considerado abaixo da média, no mesmo dia em que recebeu o prémio do melhor físico jovem da Europa.

O investigador galego Diego Martínez Santos, de 30 anos, foi distinguido com o prémio de melhor jovem físico experimental da Europa pela Sociedade Europeia de Física, pelo seu trabalho na experiência LHCb do Grande Colisionador de Hadrões do CERN (Conselho Europeu para a Investigação Nuclear), em que analisou as desintegrações de uma partícula, o mesão B ou partícula da estranha beleza. O trabalho do jovem galego descreve as interações entre partículas elementares que compõem a matéria e que explica o Universo tal como o conhecemos.

Mas este prémio, que é atribuído de dois em dois anos, de nada lhe valeu para poder regressar ao seu país através de um programa de ajuda à contratação e incorporação de recursos humanos de investigação, o Ramón y Cajal, da responsabilidade da Secretaria de Estado da Investigação de Espanha. O programa destina-se a facilitar o regresso ao país dos melhores talentos científicos no estrangeiro, mas a comissão que analisou o currículo de Diego Martínez Santos concluiu que ele não estava ao nível requerido. O investigador tem atualmente um contrato de três anos com o Instituto de Física de Partículas da Holanda.

“É surpreendente que o mesmo currículo, que a Sociedade Europeia julga que é muito bom, seja considerado abaixo da média pela comissão nacional de avaliação. Uma pessoa com um reputação séria na Europa não é valorizada em Espanha”, disse ao jornal La Voz de Galicia Juan José Saborido Silva, coordenador do Grupo de Altas Enerxías da Universidade de Santiago.