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Equador concede nacionalidade a Julian Assange

O fundador da Wikileaks, que está há mais de cinco anos e meio na embaixada do Equador em Londres, passa a ter os direitos de cidadania equatoriana. Porém, isso não impede que possa ser preso pelas autoridades do Reino Unido.
Julian Assange com a camisa da seleção equatoriana de futebol
Julian Assange com a camisa da seleção equatoriana de futebol

Nesta quinta-feira, 11 de janeiro, o governo do Equador confirmou que concedeu a nacionalidade equatoriana ao fundador da Wikileaks.

Em conferência de imprensa, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador, María Fernanda Espinosa, informou que foi Assange que requisitou a nacionalidade equatoriana em 12 de dezembro de 2017.

Julian Assange está desde 19 de junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres e teme ser preso pelas autoridades do Reino Unido e deportado para os EUA. As autoridades do Reino Unido continuam a ameaçá-lo com prisão, a pretexto de acusações de violação na Suécia, até já arquivadas neste país. Nos EUA, Assange é acusado de ter divulgado milhares de documentos secretos e tem sido considerado uma “ameaça à segurança nacional” do país.

A decisão do Equador é mais um passo do país no sentido de procurar encontrar uma saída para a situação do fundador da Wikileaks, considerada insustentável. O Equador pretende que o Reino Unido dê um “salvo-conduto” a Assange, para que ele possa sair deste país sem ser preso.

María Fernanda Espinosa afirmou: “Gostaríamos que viesse [para o Equador], mas qualquer movimento do asilado [Assange] fora da embaixada é algo que se deve acordar com o Reino Unido”.

Entretanto, um porta-voz do governo britânico disse que o Reino Unido rejeitou reconhecer o “estatuto diplomático” que teria sido oferecido pelo Equador.

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