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Eletricidade: renováveis cobram mais 500 M€ em Portugal que em Espanha

Estudo do Bloco revela que rendas nacionais das renováveis são 500 milhões de euros superiores às em Espanha. Fatura é paga pelos contribuintes, que têm a energia mais cara da Europa.
Painel solar e ventoinha eólica, foto de Wikimedia Commons.
Painel solar e ventoinha eólica, foto de Wikimedia Commons.

Um estudo efetuado pelo Bloco aos dados do Relatório de contas da EDP Renováveis (EDPR) revela que a empresa obteve, no mercado português, um lucro excessivo de 500 milhões de euros face ao mercado espanhol.

Jorge Costa, deputado do Bloco que conduziu o estudo revelou que a “EDPR consegue, em Portugal, o triplo da rentabilidade que tem em Espanha. Se em Portugal se praticassem preços como aqueles que são praticados no mercado espanhol, os consumidores poupariam 500 milhões de euros que hoje lhes são cobrados na fatura, ou que vêm a formar a dívida tarifária”.

A dívida tarifária em Portugal, atualmente, atinge os 4.7 mil milhões de euros. O dirigente bloquista defende que a solução para combater este tipo de imposto indireto é estendendo a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) às energias renováveis. 

“Estes lucros excessivos estão a sair do bolso dos consumidores, é necessário diminuir a dívida tarifária e criar um sistema energético mais justo que não faça com que os contribuintes portugueses tenham a energia mais cara da Europa”, afirmou Jorge Costa.

O Bloco já propôs a extensão da CESE às Renováveis, mas a medida foi chumbada pelo Partido Socialista e pela direita sob o argumento do risco de quebra no investimento em renováveis. No entanto, no país vizinho, apesar de uma reforma energética em 2013 que reduziu em muito as remunerações das renováveis naquele país, a EDPR continua a investir no Estado Espanhol.

“Não é aceitável que, além de ter garantido o escoamento de toda a sua produção a preços subsidiados que oneram a fatura, este setor continue isento de qualquer contributo para baixar a dívida tarifária e os custos energéticos das famílias”, conclui Jorge Costa.

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