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EDP decide deixar de pagar imposto

A empresa anunciou que não pretende pagar os 69 milhões de euros devidos em 2017 pela contribuição extraordinária sobre a energia.
António Mexia e Eduardo Catroga. Foto Miguel A. Lopes/Lusa

Segundo o portal Observador, a EDP decidiu não pagar a contribuição extraordinária sobre a energia (CESE) referente a 2017. Esta contribuição foi criada em 2014 e tem sido alvo de ações de impugnação em tribunal por parte das maiores empresas (EDP, Galp e REN). Agora, a EDP “decidiu passar a exercer o seu direito de proceder à prestação das garantias necessárias e aplicáveis pela Lei”, afirmou a empresa ao Observador. A prestação de garantias bancárias em vez da liquidação do imposto alvo de reclamação tem sido a prática da Galp até agora.

Dos 655.4 milhões de receita fiscal com esta contribuição desde 2014, apenas foram pagos 317.37 milhões, ou seja, menos de metade do que era devido. Com a recusa da Galp e da EDP em pagarem a contribuição, no ano passado o Estado arrecadou apenas 35.8 milhões dos 192 milhões devidos. Questionado este sábado pelos jornalistas, o primeiro-ministro não quis comentar a decisão da EDP. António Costa apenas lamentou “a atitude hostil que a EDP tem mantido e que representa, aliás, uma alteração da política que tinha com o anterior Governo”.

Reagindo à notícia da recusa da EDP em liquidar a contribuição em falta, o deputado bloquista Jorge Costa lembrou o episódio que marcou o dia da aprovação final do Orçamento, com o recuo do governo e do PS na criação de uma contribuição sobre os lucros excessivos das empresas de energia renovável.

“Reconhecida pelo recuo do governo na contribuição das renováveis acordada com o Bloco, a EDP envia o seu raminho de rosas. Os donos do país são ricos e... mal-agradecidos”, afirmou Jorge Costa.

 

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Comentários

Num país normal a justiça funcionava de imediato, esses senhores eram detidos e a empresa confiscada, facto aliás que nunca devia ter saído das mãos do estado. Agora o problema é que a promiscuidade entre os políticos e estas empresas é de tal ordem que devem todos favores uns aos outros, os políticos rodam entre as cadeiras do poder e tachos nestas empresas que realmente enquanto não houver uma mudança de regime o povo tem de assistir a este triste fado. Mas a culpa é só do povo que não se organiza e gosta de ser roubado! https://pt.scribd.com/doc/114996263/D-Rosario-de-Braganca-Um-Rei-Um-Povo...

O que me aflige neste País, é haver pessoas como o Dr. Catroga, que negociou a Dívida Portuguesa com a TROYKA, como conselheiro do Governo do Dr. Passos Coelho. Na altura ainda não era Administrador da EDP.
O que é interessante, é que pessoas como Este Senhor Economista e ex Governante, acusam por vezes as micro pmes de incompetência e falta de dinamismo, mas, a realidade não é bem assim!
Ser competente e dinâmico a dirigir monopólios é bem mais fácil, gostava de ver o Dr. Catroga e Dr. Mexia a Administrarem uma micro pmes, cujo cerco de outros monopólios se acercam!
O que é interessante é quem teve no Governo na pasta das Finanças ou Economia, agora quer negar pagar o devido imposto...! Esta é demais Dr. Catroga, KKKKKKKKKKKK!!!!!!

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