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Discoteca K-Urban Beach "reincide no racismo", alerta SOS Racismo

Em causa está “um padrão de seletividade racista que é regra no atendimento ao público da discoteca Urban Beach.”
Discoteca Urban Beach.
Discoteca Urban Beach.

O SOS Racismo apresentou uma queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial contra a gerência da Urban Beach, exigindo “celeridade e firmeza das autoridades no apuramento dos factos e na subsequente sanção aplicável.”

Em causa está “um padrão de seletividade racista que é regra no atendimento ao público da discoteca Urban Beach.”

E relembram a forma como, em 2014, "o campeão olímpico Nelson Évora usou as redes sociais para fazer o seguinte desabafo: “Na noite de 19 de Abril os meus amigos fizeram-me uma surpresa e levaram-me para a discoteca Urban Beach. Éramos um grupo de 16 pessoas com mesas pré-reservadas e não é que somos surpreendidos pelos responsáveis daquele espaço público. Porquê? ‘Demasiados pretos no grupo!’” “Estarei a exagerar ou foi mesmo racismo?”

No dia 16 de junho de 2017, uma mãe indignada, também usa as redes sociais para contar a odisseia da sua filha que foi barrada na entrada da discoteca Urban Beach, a quem um porteiro terá dito “que uma das regras da casa era não entrarem pretos.”

Desde 2013 que o SOS Racismo tem vindo a apresentar queixas contra este estabelecimento “sem que, na verdade, daí resulte qualquer consequência.”

E acusa a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial – CICDR, de “inoperência” que favorece a impunidade que grassa na sociedade e nas instituições.

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