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Diretor do FMI afirma que resgate grego serviu para “salvar bancos franceses e alemães”

O economista Paulo Nogueira Batista Jr sublinhou que “a troika deve respeitar a soberania” da Grécia e defendeu que “a solução para a crise deve incluir a reestruturação da dívida grega nas mãos dos credores oficiais europeus”.
Foto da página de facebook de Paulo Nogueira Batista Jr.

Paulo Nogueira Batista Jr, um dos 24 membros do Conselho Executivo do FMI, criticou esta terça-feira, durante uma entrevista à estação de televisão privada Alpha TV, a “forma como a questão grega tem vindo a ser tratada pela troika e inclusive pelo FMI”, que “colocaram demasiado peso sobre a Grécia e não colocaram peso suficiente sobre os seus credores”.

“Por exemplo, o programa de assistência firmado em 2010 foi apresentado como um programa de resgate para a Grécia, quando, na verdade, foi mais um resgate dos credores privados do país”, como os bancos franceses e alemães, que não contribuíram de forma alguma “para a reestruturação da economia grega”, avançou o economista brasileiro.

Na sua opinião, “a dívida é demasiado extensa e a solução para a crise deve incluir a reestruturação da dívida grega nas mãos dos credores oficiais europeus”, sendo que o governo de Alexis Tsipras deve negociar directamente com o FMI.

Paulo Nogueira Batista Jr defendeu, por outro lado, que “ troika deve respeitar a soberania da nação grega” e que “os parceiros europeus não podem comportar-se como se as eleições não tivessem acontecido”.

Para o economista brasileiro, o FMI não pode exigir que o novo governo fique preso aos acordos firmados com os anteriores executivos e deve ter em conta que “os objetivos do ajustamento fiscal e dos excedentes primários do setor público grego têm de ser substancialmente revistos em baixa”.

Newsbeast.gr - Συνέντευξη του Νογκέιρα Μπατίστα

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Comentários

Está mais do que claro que as intervenções apresentadas pela troika, é mais um embuste disfarçado de medidas de reestruturação, afinal, como sempre foi mostrado na história principalmente após a década de 50, esses pacotes apenas serviram para vender as nações aos grandes bancos e ouras nações. Essas linhas de crédito sustentada a longo prazo. mantém países como o Brasil preso a venda de títulos de divida, por exemplo, alta de inflação e aviltamento do P.I.B. para saudá-los anualmente somente com os juros e devoram a sua soberania e legitimidade. Temos senhores uma venda de milhões de almas ao HADES, pois aproveitam-se da fragilidade institucional desses países para usurparem de suas riquezas e serem eternos escravos do falso capitalismo meritocrático.

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