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“Demissão da ministra não deve servir para que tudo fique na mesma”

Para o líder parlamentar do Bloco, a saída de Constança Urbano de Sousa do governo era “inevitável” e a prioridade deve ser uma mudança de fundo na Proteção Civil para que seja reposta “a confiança das pessoas no Estado”.
Foto Paulo Cunha/Lusa

Em declarações à agência Lusa, Pedro Filipe Soares reagiu ao pedido de demissão da ministra da Administração Interna, que foi aceite pelo primeiro-ministro.

“Como nós já dissemos publicamente, e junto do Governo, esta demissão não deve servir apenas e só para uma mudança de rostos para que fique tudo na mesma. É necessária uma mudança de fundo na reforma de funcionar da Proteção Civil, quer na reação às tragédias, quer na prevenção de tragédias, quer em toda a sua estrutura”, disse o líder parlamentar do Bloco.

Para Pedro Filipe Soares, essa mudança deve permitir que seja reposta “a confiança das pessoas no Estado” e que não voltem a repetir-se as tragédias a que o país assistiu com os incêndios florestais.

“Essa mudança de fundo parece-nos a nós a exigência maior e que obriga a uma mudança clara da parte do Governo. O desenrolar dos acontecimentos, mais do que as posições políticas de agentes partidários e de órgãos de soberania, é o que nos parece que condiciona, de forma inequívoca, este desfecho que se tornou inevitável”, sublinhou Pedro Filipe Soares.

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Comentários

Já há quem fale em terrorismo; a haver esse terrorismo, só pode ser obra dos que querem derrubar o governo, pois eles estão famintos do poder. Até há uma coisa chamada, cristas, que vai apresentar uma moção de censura ao governo. Até parece que ela, e eles quando estiveram no governo, não houveram nenhuns incêndios e mortes, não houve tantos, mas ao que parece, este ano houve muito mais incêndios que em outros anos, talvez porque houve uns certos terroristas de conveniência, furiosos por terem sido postos fora da carroça.

É, desde já, necessário fazer cumprir a LEGISLAÇÃO EXISTENTE junto dos proprietários e as populações, a EDP, juntas de freguesia, Municípios etc. quanto à manutenção de uma faixa livre de 250m, no mínimo,em torno das povoações, estradas, linhas aéreas, etc. Só vejo o PAN, referir este aspecto concreto, que teria feito toda a diferença. Porque é que se fala apenas no topo da pirâmide, as estruturas...onde fica a sensibilização/cultura/educação... dos munícipes?

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