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Contaminação da água é responsável por mortandade de peixes no Tejo

O relatório do Laboratório de Patologia de Animais Aquáticos não deixa dúvidas sobre as causas da morte de peixes em Vila Velha de Ródão, acusa a Quercus.
Milhares de peixes mortos no rio Tejo por causa da poluição que fez proliferar as microalgas.

"As análises não enganam. Há contaminação [da água]. E os peixes morreram por causa da eutrofização que é um fenómeno de poluição. Não há qualquer dúvida", disse à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus, reagindo às conclusões do relatório técnico-científico do Laboratório de Patologia de Animais Aquáticos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

As análises confirmaram a identificação da microalga Cyanobacteria como responsável pela morte dos peixes. Para Samuel Infante, a existência de barragens que ajudam ao processo de eutrofização dos ecossistemas aquáticos não pode servir de desculpa. “Só ajudam se houver condições e uma delas é haver poluentes na água. Se a água vier limpa, não há ‘cyanobactérias’”, afirma o ambientalista, acrescentando que a verdadeira questão é a de saber a razão da presença destas microalgas no Tejo.

Ler também: Poluição no Tejo motiva denúncia à Comissão Europeia e queixa-crime

"É por causa das barragens e do calor? Então, mas se a água for limpa e houver barragens e calor não surgem ‘cyanobactérias’. O que acontece é que acelera o processo de degradação da qualidade da água. Tendo águas paradas, a poluição vai-se acumulando. São zonas com mais sensibilidade e probabilidade de haver estes fenómenos. Acontece, porque há poluição", conclui.

No início do mês, o moimento ProTejo apresentou uma denúncia à Comissão Europeia e uma petição ao Parlamento Europeu para que Bruxelas intervenha junto dos governos português e espanhol no sentido de travarem os crimes ambientais que têm provocado nos últimos meses várias mortandades de peixes no Rio Tejo.

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