A Porta do Sol, onde se realizou a primeira “ocupação”, ou “acampada”, ficou totalmente cheia. Organizadores falam em 500 mil pessoas. "Que não, que não, que não nos representam", gritavam os manifestantes.
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A Porta do Sol, onde se realizou a primeira “ocupação”, ou “acampada”, ficou totalmente cheia. Organizadores falam em 500 mil pessoas. "Que não, que não, que não nos representam", gritavam os manifestantes.
A Espanha, país onde se realizou a primeira “ocupação”, ou “acampada”, a da Porta do Sol, voltou a ser um dos principais epicentros dos protestos do 15 de Outubro, com manifestações em 60 cidades, com destaque para a gigantesca de Madrid, que encheu totalmente a Porta do Sol.
Madrid: A Porta do Sol, centro da acampada dos Indignados no Verão, voltou a encher-se este sábado com milhares de pessoas que desde o final da tarde de hoje se manifestam nas principais avenidas do centro de Madrid. Os organizadores falaram em meio milhão de pessoas; nem a polícia nem a câmara divulgaram números.
Os manifestantes chegaram à Porta do Sol por várias das ruas de acesso, depois de a grande manifestação, que se concentrou na Praça Cibeles, se ter dividido em várias colunas, dado o grande número de pessoas. Na chegada de cada grupo, os manifestantes batiam palmas e gritavam "que não, que não, que não nos representam".
Antes, uma grande vaia marcou a passagem em frente ao Banco de Espanha, na Praça Cibeles. Já uma boa parte da praça da Puerta del Sol estava cheia e ainda se encontravam milhares de manifestantes na Puerta de Alcalá, a cerca de um quilómetro de distância. Às 22h, começou uma "assembleia do Sol" a que se seguirá a criação de três grupos que analisarão três grandes temas: "Porque estamos aqui?", "Como iniciar a mudança global" e "Como evoluir depois do 15 de Outubro".
Barcelona: cerca de 250 mil pessoas, segundo os organizadores, 60 mil, segundo a polícia, numa marcha encabeçada por um cartaz onde se lia "Da indignação à acção. As nossas vidas ou os benefícios deles.”
Sevilha: 50 mil pessoas, com gritos de “Chamam-lhe democracia, mas não é”, “A solução: banqueiros na prisão” e “Estou até aos ovários de tanto emprego precário”.
Bilbau: 11 mil manifestantes, segundo a polícia.
Valência: entre 30 mil e 40 mil manifestantes, dois quilómetros demorou a manifestação a passar.
Girona: 3 mil pessoas.
Málaga: 20 mil pessoas.
Tarragona: 14 mil pessoas.
Santander: 10 mil pessoas.
Las Palmas: 4.500.
Granada: 7 mil.
Resto do dossier:
Dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas em importantes capitais europeias na jornada "unidos por uma mudança global". Maiores actos ocorreram em Bruxelas, Madrid, Barcelona, Roma e Londres. A reportagem é de Eduardo Febbro, a partir de Bruxelas.
Dezenas de milhares de pessoas participaram nas manifestações realizadas neste 15 de Outubro em 9 cidades de Portugal. Em Lisboa, muitos manifestantes continuam concentrados junto à Assembleia da República. A partir das 19 horas decorrerá uma assembleia popular e, depois das 24 horas, uma vigília.
A Porta do Sol, onde se realizou a primeira “ocupação”, ou “acampada”, ficou totalmente cheia. Organizadores falam em 500 mil pessoas. "Que não, que não, que não nos representam", gritavam os manifestantes.
No protesto global já tiveram lugar algumas acções na Ásia nas cidades: Seul (Coreia do Sul), Sydney (Austrália), Taipé (Taiwan), Hong-Kong (China), Wellington (Nova Zelândia), Melbourne (Austrália), Manila (Filipinas).
Roma, Bruxelas, Londres, Paris, Frankfurt e Berlim fizeram manifestações. Manifestantes atiraram sapatos contra a Bolsa de Valores de Bruxelas. Choques com a polícia na capital italiana.
Na capital da Índia não houve protestos a 15 de Outubro. A nossa leitora Mariana Rei diz-nos: “fomos só 3 pessoas, eu, a pessoa que marcou hora e local no 15october.net (uma alemã a viver em Nova Delhi há 7 anos) e um indiano que a acompanhava.
Integrando-se no protesto global de 15 de Outubro, milhares de pessoas manifestam-se na cidade do Porto contra a austeridade. Fotos de Nuno Moniz para esquerda.net
O protesto de 15 de Outubro na cidade de Faro, com concentração e manifestação, juntou mais de um milhar de pessoas. Fotos de Nuno Viana para esquerda.net
Centenas de pessoas juntaram-se na Avenida Central em Braga, para participar no protesto contra a austeridade, integrado no protesto global de 15 de Outubro de 2011. Fotos de Paula Nogueira para esquerda.net.
Em Coimbra, centenas de pessoas desfilaram pelas ruas da cidade, enquanto algumas dezenas marcaram presença em Angra do Heroísmo. Fotos de Hugo Dias e Sandra Serpa para esquerda.net
A manifestação de 15 de Outubro em Tóquio foi realizada em frente à TEPCO, operadora da central nuclear Fukushima1. Os manifestantes aproveitaram para demonstrar a sua indignação contra a utilização da energia nuclear, que gerou a fenomenal crise, que todavia continua.
Manifestantes responderam ao apelo internacional e protestaram contra o desemprego, que atinge 11 milhões, e as péssimas condições de vida.
O protesto global marcado para este sábado vai exigir mais democracia e contestar o poder do capital financeiro em 82 países.
Uma galeria com alguns dos muitos cartazes que estão a convocar as mobilizações de sábado, em Portugal e no mundo (actualizado em 12 de Outubro).
Movimento Ocupar Wall Street espalha-se por todos o país. Entre as cidades que contam com 'acampadas' estão Chicago, Denver, Los Angeles, San Francisco, Boston, Filadélfia, Washington, Los Angeles e muitas outras.
O bilionário conservador David Koch, o CEO da JP Morgan Chase, Jamie Dimon, o CEO da News Corp., Rupert Murdoch, o consultor financeiro Howard Milstein e o gestor de ‘hedge funds' John Paulson receberam, esta terça-feira, a visita de activistas do movimento “Ocupar Wall Street”.
Em adesão ao protesto internacional convocado pelos movimentos 'indignados' e 'democracia real ya', em Espanha, mais de 400 iniciativas em pelo menos 45 países vão realizar-se no próximo sábado, dia 15 de Outubro. Lisboa, Porto, Angra do Heroísmo, Faro, Braga, Coimbra e Évora também aderiram aos protestos.
A perseguição aos desempregados e a situação na Grécia foram os primeiros temas de debate promovidos no “Ágora Bruxelas”, espaço de “Indignados” de todo o mundo congregados esta semana na capital belga. Reportagem de José Goulão, em Bruxelas.
“Porque estão eles a protestar?”, perguntam-se os confusos comentadores da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “porque vocês demoraram tanto? A gente estava a querer saber quando é que vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”.
O filósofo e escritor esloveno Slavoj Zizek visitou a acampada do movimento Ocupar Wall Street, no parque Zuccotti, em Nova York. “Estamos a testemunhar como o sistema está a autodestruir-se”, disse, num discurso que traduzimos abaixo.
Paula Gil, do Movimento 12 de Março, fala dos desafios que os movimentos sociais enfrentam neste momento de retrocesso civilizacional e de crise económica e social, e explica os objectivos da manifestação marcada para o próximo sábado às 15h em várias cidades do país.
O movimento de protesto “Ocupemos Wall Street” cresce dia a dia e estende-se a outras cidades dos Estados Unidos. “Somos os 99% que já não toleram a cobiça e a corrupção do 1% restante”, dizem os manifestantes.
Os jovens que protestam em Wall Street e além rejeitam esta ordem económica vã. Eles vieram para resgatar o futuro. Artigo de David Graeber, publicado no jornal britânico Guardian.
Após terem tentado pernoitar num espaço público em Bruxelas, quase cinco dezenas de activistas foram detidos pelas autoridades tendo sido libertados após doze horas. Para esta semana estão marcadas inúmeras iniciativas de mobilização para a manifestação internacional de 15 de Outubro.
Podemos ver, passivamente, as coisas acontecerem. Mas podemos fazê-las acontecer com as nossas atitudes e acções.
Manifestação reuniu 20 mil trabalhadores e estudantes, e terminou no parque onde está instalada a acampada. “Ocupar Wall Street captura o espírito do nosso tempo”, diz sindicalista. Para Paul Krugman, “este pode ser o início de alguma coisa ao mesmo tempo grande e boa”.
Ao fim de três semanas, o protesto em Wall Street aumentou a sua força com o apoio oficial de vários sindicatos. Esta quarta-feira realizou a maior manifestação desde o início da acampada.
O movimento “Ocupemos Wall Steet”, que também se autodesigna “Nós somos os 99%”, está a alastrar nas áreas financeiras de grande número de cidades norte-americanas, com presença crescente junto a Wall Street, em Nova York.
Manifestantes do movimento Ocupar Wall Street foram detidos na ponte do Brooklyn e alegam que a polícia os conduziu a uma armadilha. Movimento está a crescer e a estender-se para Washington, São Francisco, Chicago e Boston.
É um colectivo de activistas, sindicalistas, artistas, estudantes. Para muitos norte-americanos, essa acção directa e não violenta é a única oportunidade que resta para terem alguma voz política. Por Nathan Schneider, The Nation.
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