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“Clarificar a lei de bases da saúde para proteger o SNS é um passo essencial”

Catarina Martins afirmou este sábado que a proposta de João Semedo e António Arnaut é uma clarificação “tão simples, quanto essencial”, salientando que podem existir condições políticas para a concretizar. A coordenadora bloquista defendeu também que o governo corrija os erros no concurso de professores.
Catarina Martins no Porto neste sábado, foto de esquerda.net
Catarina Martins no Porto neste sábado, foto de esquerda.net

A coordenadora do Bloco de Esquerda participou hoje num comício no Porto, na Praça dos Poveiros, em que participaram João Teixeira Lopes, candidato do Bloco à Câmara do Porto, e outros candidatos bloquistas.

Nova lei de bases da Saúde

Na sua intervenção, Catarina Martins apoiou a proposta de uma nova lei de bases da saúde, elaborada por João Semedo e António Arnaut (ver artigo no esquerda.net).

Considerando que “proposta é tão simples, quanto essencial”, Catarina Martins afirmou: “É uma clarificação para dizermos que ao público o que é público, ao privado o que é privado”.

A coordenadora bloquista considerou que a clarificação é muito importante “num país em que o setor privado da saúde tem crescido como nunca antes e tem crescido financiado por dinheiros públicos”. “Não esquecemos a frase de Isabel Vaz, responsável pelo BES Saúde, que dizia há poucos anos: 'A saúde é uma das maiores áreas de negócio a nível mundial. Talvez só atrás da indústria do armamento'.

Catarina Martins apoiou a proposta de uma nova lei de bases da saúde, elaborada por João Semedo e António Arnaut - Foto esquerda.net
Catarina Martins apoiou a proposta de uma nova lei de bases da saúde, elaborada por João Semedo e António Arnaut - Foto esquerda.net

“A pergunta que o nosso país tem de fazer é se tem sentido continuarmos a financiar privados na saúde. Queremos nós entregar a nossa saúde a quem acha que a nossa saúde é um negócio comparável com a venda de armas? “, apontou Catarina Martins.

“Clarificar a lei de bases da saúde para proteger o SNS é um passo essencial e a proposta que o João Semedo e o António Arnaut elaboraram é um contributo muito importante neste caminho”, afirmou a deputada, salientando que registou “com agrado, que setores do PS mostraram já disponibilidade para acolher a proposta”. “Podemos estar à beira de ter as condições políticas para uma refundação de um SNS público e universal”, sublinhou a coordenadora bloquista.

Governo deve corrigir erros no concurso dos professores”

À chegada ao comício, Catarina Martins tinha à sua espera um “Grupo que luta por concursos de Professores Mais Justos”, para lhe fazer chegar as suas reivindicações.

A coordenadora bloquista ouviu os professores e na sua intervenção começou por falar dos professores, defendendo a vinculação dos professores precários e que o governo corrija os erros que houve no concurso dos professores.

"Queria começar por agradecer aos professores e às professoras que hoje aqui estão em luta pelos seus direitos, que hoje aqui estão a exigir um país com mais dignidade", começou por afirmar Catarina Martins.

A coordenadora bloquista defendeu que "a vinculação de professores é uma prioridade" e que devem ser vinculados "os 11 mil professores precários de que a escola pública precisa todos os anos".

Sobre os erros no concurso, Catarina Martins disse: “O Ministério da Educação já veio reconhecer que houve um erro, sim, e o erro foi do Ministério. O erro precisa de ser corrigido". "Falta agora este passo decisivo que se tem que dar, numa política séria, que cumpra os compromissos com os seus cidadãos, de uma maioria que tem como marca o respeito pelas pessoas, de corrigir o erro e respeitar os direitos destes professores", salientou ainda Catarina Martins.

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