CGTP acusa Paulo Portas de “ilusionismo”

13 de maio 2013 - 18:28

A CGTP manifestou hoje "repúdio" pelo que diz ser "uma encenação" do Governo no que refere a novos cortes na despesa do Estado, nomeadamente nas pensões de reforma, acusando ainda o ministro Paulo Portas de "ilusionismo" sobre a matéria.

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"A ordem de trabalhos não corresponde à realidade do país", advertiu Arménio Carlos.

"A pretexto de uma hipotética sensibilidade social (...), o ilusionismo de Paulo Portas ficou mais uma vez expresso quando veio rejeitar o imposto sobre as pensões e a guetização dos pensionistas, para depois subscrever essa mesma medida", declarou o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, em conferência de imprensa na sede da CGTP, em Lisboa.

A central comentou hoje o Conselho de Ministros extraordinário, realizado no domingo e que visou confirmar as condições necessárias ao fecho da sétima avaliação da troika ao programa de ajustamento económico de Portugal.

Para Arménio Carlos, o atual Governo "manifesta um total desprezo por elementares princípios éticos e ignora ou subverte valores fundamentais que estruturam a vida em sociedade", numa "versão lusitana de uma tragédia grega que importa inverter urgentemente".

Para a CGTP, são "intoleráveis" medidas que "visem a criação de uma espécie de imposto sobre todas as pensões, reformulando, de forma agravada, a atual contribuição extraordinária de solidariedade".

A central diz que tais medidas "descredibilizam a política" e vai mais longe, pedindo ao Executivo que cumpra o princípio da "não retroatividade das leis".

Arménio Carlos apelou ainda à participação em massa na manifestação agendada pela central sindical para 25 de maio em Belém, e apontou também críticas à agenda do próximo Conselho de Estado, dedicado ao pós-troika e marcado por Cavaco Silva para 20 de maio.

"A ordem de trabalhos não corresponde à realidade do país", advertiu Arménio Carlos.

Também hoje, o movimento “Que se Lixe a Troika” marcou uma concentração para o Conselho de Estado a decorrer às 17 horas do próximo dia 20 de Maio, sob o lema “Obviamente estão todos demitidos!”.