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CGD: Fim de isenção da comissão de manutenção de conta para os jovens é “abusiva”

Mariana Mortágua lembra que, com esta alteração do preçário da Caixa Geral de Depósitos, cai uma das últimas isenções das comissões de manutenção de conta ainda existentes. Estamos perante “mais um ataque à emancipação financeira e qualidade de vida” dos jovens, alerta a deputada bloquista.
Caixa Geral de Depósitos, foto de Paulete Matos.

De acordo com o Jornal de Negócios, a isenção da comissão de manutenção de conta termina a 1 de maio para os detentores do Mega Cartão Jovem que não possuam um cartão de crédito com utilização regular, não detenham aplicações financeiras ou um património igual ou superior a 5.000€.

A partir desta data, os jovens passarão a pagar uma comissão mensal de 5,148€, a qual inclui uma taxa adicional de imposto de selo de 4%. Além deste aumento, os novos preçários incluem ainda um aumento adicional de 17% da anuidade do Mega Cartão Jovem.

Conforme destaca a deputada Mariana Mortágua, “o fim desta isenção vem contribuir para o fim das isenções para a maioria das contas oferecidas pelo banco público, na sequência da política de preços anunciada em julho de 2017”.

Em julho de 2017, o Bloco questionou o Ministério das Finanças sobre a nova política de preços da CGD, que o partido considera “abusiva”.

“Nessa altura explicávamos que, num cenário de sucessivas reduções das margens financeiras bancárias, o sistema bancário começou a adotar uma política de compensação via aumentos substanciais de comissões cobradas que ultrapassam largamente o escopo das comissões por serviços prestados”, lembra Mariana Mortágua, adiantando que “o sistema bancário tem transferido de forma desproporcional e injustificada os custos da sua própria atividade para os clientes”.

Para os bloquistas, “o carácter estatal da Caixa Geral de Depósitos, recentemente recapitalizada com dinheiros públicos, torna esta prática ainda mais inaceitável”.

O Bloco defende que “deve ser exigido à Caixa que não acompanhe as práticas abusivas de mercado, e que estabeleça padrões de exigência, cumprindo o seu desígnio de banco público”, referindo ainda que “esta política de preços afasta depositantes da CGD, fragilizando o banco público”.

No novo conjunto de questões endereçadas ao Ministério das Finanças, Mariana Mortágua assinala que, “em particular no que diz respeito aos mais jovens, que tipicamente não auferem rendimentos ou se encontram em fase inicial da sua vida profissional, muitas vezes caracterizada por trabalhos precários e mal remunerados, esta alteração do preçário afigura-se como mais um ataque à sua emancipação financeira e qualidade de vida”. 

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Comentários

Não obriguem o povo a receber pelos bancos.
(Ha! Esqueci-me que tenho que ser controlado para não sair do caminho que outros me traçaram)
Se não fosse-mos obrigados a isso, garantido que não fariam o que querem.
Não percebo! Como é que os bancos, hoje em dia, não conseguem gerar valor com a aplicação dos vencimentos dos depositantes. A minha conta à ordem foi remunerada.
Eventualmente, nessa altura - eventualmente!! - saber-se-ia trabalhar e respeitar os bens de outrem. Eventualmente!! trabalhava-se com algum respeito. Hoje trabalha-se para os "Lobbys" - seja lá o que for, e a COMUNIDADE - seja lá o que isso for, não passa de um mero NIF, sem nome e com valor em numerário.
O que se passa em Portugal é pura GANÂNCIA, desrespeitadora de que tem parcos meios financeiros ou se desenrasca, para alimentar os GLUTÕES VAMPIROS do país.

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