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Cegueira atinge 36 milhões, mas número poderá triplicar em 2050

Segundo a publicação "The Lancelet Global Health", a cegueira atinge 36 milhões de pessoas em todo o mundo, número que poderá triplicar em 2050, devido ao envelhecimento da população do planeta e à falta de acesso a tratamento e diagnóstico.
 Cegueira atinge 36 milhões, mas número poderá triplicar em 2050
Cegueira atinge 36 milhões, mas número poderá triplicar em 2050. Foto de Pedro Ribeiro Simões Flickr.

De acordo com as estimativas apresentadas num estudo publicado esta quarta-feira, em 2050 haverá quase 115 milhões de cegos (mais 79 milhões face a 2015) e 588 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a grave (mais 371 milhões), se os tratamentos não melhorarem.

O maior número de pessoas cegas vive no sul, leste e sudoeste do continente asiático, sendo que a taxa de cegueira entre idosos é mais elevada no sul da Ásia e na África Subsariana oriental e ocidental.

O estudo analisou a prevalência da cegueira e da deficiência visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para 2020 e 2050.

Gráfico da The Lancelet que mostra a prevalência da cegueira e da deficiência visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para 2020 e 2050. Fonte: The Lancelet.com. 

Trata-se do primeiro trabalho a incluir dados sobre a presbiopia, uma anomalia da visão mais conhecida como "vista cansada" que afeta a capacidade de ler. Esta doença está associada ao envelhecimento, podendo ser corrigida com o uso de óculos.

O estudo revela ainda que, após um período em que as taxas de cegueira e de deficiência visual estavam a descer, os números voltaram a subir à medida que a população mundial vai crescendo e envelhecendo: em 2015 havia mais 5,4 milhões de cegos e mais 57 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a severa do que em 1990.

Os autores do estudo alertam para a importância do investimento nos tratamentos, salientando que, entre 1990 e 2010, a prevalência da cegueira diminuiu fruto dessa aposta.

"Investir em tratamentos já trouxe benefícios consideráveis, incluindo a melhoria da qualidade de vida", afirma o autor principal do estudo, Rupert Bourne, da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, citado em comunicado emitido pela The Lancet Global Health.

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