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Castela-Mancha: PSOE e Podemos fazem acordo de governo

PSOE e Podemos fizeram acordo de governo na comunidade de Castela-Mancha. O novo executivo surge depois de um acordo entre os dois partidos para a aprovação do orçamento regional de 2017 e a preparação do orçamento de 2018.
José García Molina na tomada de posse do Governo de coligação Podemos/PSOE na região de Castela-Mancha, Espanha. Foto do Twitter de José Molina.
José García Molina na tomada de posse do Governo de coligação Podemos/PSOE na região de Castela-Mancha, Espanha. Foto do Twitter de José Molina.

A proposta de acordo foi feita pelo líder do PSOE e presidente da comunidade Castela-Mancha, Emiliano García-Page, ao Podemos da comunidade, liderado por José García Molina, o acordo inclui a participação no governo da comunidade, para os próximos quatro anos.

Dois membros do Podemos farão parte do governo da comunidade: García Molina, que assume o cargo de vice-presidente, e Inmaculada Herranz, que será conselheira regional para a coordenação do plano de garantias cidadãs, que tem como objetivo combater a exclusão social.

O Podemos da comunidade consultou os militantes do partido na região que aprovaram a entrada do Podemos no executivo de Castela–Mancha com 78% de votos a favor.

Na cerimónia de tomada de posse no palácio de Fuensalida, em Toledo, o presidente do governo, García-Page, destacou que “este ato é a formalização de um acordo devido ao impasse orçamental em que a região estava imersa nos últimos meses”.

García Molina disse à comunicação social: "hoje começa uma nova era política em Castela-Mancha. Nós chegamos com grande entusiasmo e responsabilidade. Somos uma força preparada para governar ".

"A virtude de um governo de coligação é a de compreender e resolver as coisas que nos unem, saber negociar e pôr de lado o que não nos une. Estamos confiantes e entusiasmados pois temos uma responsabilidade para com aqueles a quem dissemos que isto era possível”, acrescentou García Molina.  

O acordo foi possível com a aprovação do orçamento e inclui um aumento de financiamento para as questões sociais, preconizado pelo Plano de garantias cidadãs da autoria de Podemos, que será implementado pela nova conselheira Inmaculada Herranz.

O Plano de garantias cidadãs estabelece uma série de medidas para combater os efeitos da crise dos últimos anos, em áreas como a habitação ou o emprego, conta com uma dotação de 119,2 milhões de euros, canalizados para os cidadãos mais desfavorecidos. Mais de metade desse valor, 67,6 milhões de euros, destina-se à criação de emprego, inserção profissional, projetos de formação profissional e bolsas financiadas.

 

 

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