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Campanha do MPLA acusada de atropelos à lei eleitoral

O ativista angolano Luaty Beirão é um dos cinco subscritores da carta enviada ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições de Angola a denunciar o favorecimento da campanha do MPLA.
Cartaz do MPLA com o logotipo da Comissão Nacional de Eleições. Foto retirada do Twitter de Luaty Beirão.

Os signatários da carta “exigem” que a CNE tome medidas para que todos os partidos “respeitem as leis eleitorais” no decurso da campanha para as eleições gerais de Angola. 

Em causa está o destaque dado ao partido no poder pelos “órgãos de comunicação social do Estado, em especial a TPA (Televisão Pública de Angola).

Para além de Luaty Beirão e “Mbanza Hamza”, ambos condenados no processo dos “15+2”, a carta é subscrita pelos advogados Luís Fernandes do Nascimento e Fernando Macedo e por Laura Henriques de Macedo. Os cinco subscritores da carta alertam para a quantidade de “comentadores televisivos que se identificam com o MPLA” e as “ofertas de bens materiais” por parte do candidato João Lourenço.

A carta denuncia ainda “a utilização dos meios e figuras do Estado como altas patentes militares e a Policia Nacional de Angola” no apoio excessivo às iniciativas de campanha do MPLA.

Luaty Beirão tem usado o Twitter e o Facebook para denunciar atividades da campanha do MPLA, que vão contra a lei eleitoral angolana.

Como exemplo as imagens de cartazes com o logotipo da Comissão Nacional de Eleições de Angola (CNE) em que se só aparece o candidato do MPLA numa simulação do boletim de voto para as eleições de 2017. 

Fontes citadas pela TSF afirmam que o painel pertence ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola ), mas no site oficial do partido não consta nenhum esclarecimento sobre o caso, nem sequer imagens do referido cartaz.

 

 

 

Numa outra publicação de Maurilio Liuele vê-se uma série de fotografias de pessoas a serem transportadas em camiões militares para os comícios do candidato do MPLA às eleições, João Lourenço.

 

 

 

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