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Brexit: Irlanda exige a Londres garantias por escrito sobre a fronteira aberta

O primeiro-ministro irlandês avisou o governo britânico que irá bloquear as negociações do Brexit, caso a fronteira aberta com a Irlanda do Norte não esteja formalmente garantida no processo. Tusk exigiu progressos nas negociações nas próximas três semanas.
Leo Varadkar à chegada à cimeira de Gotemburgo. Foto União Europeia ©

A chegada à reunião dos líderes políticos europeus em Gotemburgo ficou marcada pelos avanços e recuos nas negociações entre Londres e Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia. A primeira fase das negociações ainda não foi concluída e a passagem à “fase dois” está a revelar-se mais difícil do que previsto.

Leo Varadkar, chefe do governo irlandês, chegou mesmo a dizer que os promotores do Brexit “não tinham tudo bem pensado” quando decidiram avançar para o referendo. Varadakar exigiu garantias por escrito da primeira-ministra britânica de que não haverá uma fronteira física na Irlanda, uma promessa feita por Theresa May no início do processo.

“Há 18 meses que Londres nos vem assegurando que, como exigimos, não haverá uma fronteira física na Irlanda, não haverá infraestruturas físicas, mas queremos isso por escrito”, afirmou Leo Varadkar.

A pressão sobre Theresa May aumenta também do lado de Bruxelas, com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, a exigir progressos nas negociações “o mais tardar até ao princípio de dezembro”. Tusk disse aos jornalistas que foi esse o prazo que deixou à primeira-ministra, no sentido de “evitar ambiguidades com o calendário”.

Entre as matérias que farão a cimeira europeia de dezembro dar ou não luz verde a próxima fase negocial estão justamente a questão da fronteira irlandesa e a fatura a pagar pelo Reino Unido à União Europeia pela saída. Em caso de acordo, as duas partes irão passar ao debate sobre a futura relação comercial e acertar o período de transição do Brexit.

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