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Bloquistas debatem desafios à Europa e futuro do partido

O debate entre moções teve início na tarde de sábado. As ameaças de Bruxelas, a execução do acordo para a maioria que suporta o governo e a organização interna do partido têm preenchido boa parte das intervenções.
Fotos de Paulete Matos

A apresentação da moção AA Força da Esperança. O Bloco à Conquista da Maioria –, que elegeu a grande maioria dos delegados, coube a Pedro Filipe Soares, que apontou baterias a Bruxelas e à arrogância das elites europeias que governam contra os povos.

A ameaça de sanções a Portugal, repetida nas últimas semanas pelo ministro socialista holandês Jeroen Dijsselbloem, não ficou sem resposta nesta intervenção. O líder parlamentar bloquista garantiu que o partido está pronto para juntar uma “maioria social em Portugal que se levante contra Bruxelas” e recuse as chantagens da Comissão Europeia.

Pedro Filipe Soares (moção A).

Pela moção RCrescer pela Raíz. A radicalidade de reinventar a política –, Catarina Príncipe sublinhou a necessidade de responder à crise da política com “a coragem de reinventar a política”, sem medo dos resultados eleitorais imediatos, ou da pressão mediática do momento. Para as próximas autárquicas, defendeu a formação de “alianças que saiam da aritmética simples dos partidos já existentes” e se estendam aos movimentos locais.

Quanto à vida interna do partido, Catarina Príncipe lamentou que a moção maioritária pretenda “acabar com a experiência de direção coletiva, afunilando as decisões” em poucas pessoas. E criticou a decisão de antecipar esta Convenção, prevista para se realizar no final do ano, na altura em que se discute o Orçamento de Estado. Para que o partido possa pronunciar-se sobre essa escolha determinante, Catarina Príncipe desafiou a convenção a decidir que a orientação de voto do Bloco no OE2017 seja tomada através de referendo interno do partido.

Catarina Príncipe (moção R)

Pela moção BMais Bloco –, João Madeira lembrou que a atual configuração da maioria parlamentar e o acordo que lhe deu origem não estão longe da orientação que a sua moção defendera há dois anos e na altura foi contestada pelas restantes moções. Quanto à execução do acordo com o PS, “há medidas tímidas que têm de prosseguir, pois nas empresas e nas ruas há o sentimento de que é preciso ir mais longe”, acrescentou.

Se na linha política os elementos de confluência são muitos, é na vida interna do Bloco que se concentram as críticas da moção B. O reforço da organização na base e a criação de espaços de participação mais alargados para aderentes são exigências que continuam a ser atuais, defendeu João Madeira. Exigências que concretizou com os exemplos das mudanças no sistema de voto para limitar o voto por correspondência ou a atribuição de isenção de quotas.

João Madeira (moção B)

X Convenção do Bloco: Apresentação da moção A | ESQUERDA.NET

X Convenção do Bloco: Apresentação da moção R | ESQUERDA.NET

X Convenção do Bloco: Apresentação da moção B | ESQUERDA.NET

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