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Bloco questiona Governo sobre intervenção da PSP em protesto estudantil

A polícia dispersou com recurso à força uma manifestação de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Bloco solidariza-se com o protesto e quer esclarecimentos do Governo sobre a atuação da PSP.
Os estudantes de direito da Universidade de Lisboa protestam em frente à Faculdade de Direito após terem fechado a Faculdade a cadeado em protesto pelo processo de avaliação, Lisboa, 12 de dezembro de 2017. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Numa nota remetida à comunicação social, o Bloco de Esquerda afirma que assistiu com “preocupação à atuação” da Polícia de Segurança Pública que, esta terça-feira, desmobilizou os estudantes depois de estes terem fechado as portas da faculdade com cadeados, e vai pedir esclarecimentos sobre o assunto através de uma pergunta ao Ministério da Administração Interna, solidarizando-se com os manifestantes.

Em protesto pelo processo de avaliação, estudantes de Direito da Universidade de Lisboa fecharam a cadeado a Faculdade, em protesto pelo processo de avaliação, face a “inúmeras situações de incumprimento, do Regulamento de Avaliação e dos Estudantes pela Direção da Faculdade e pela maioria do seu corpo docente", justificou a associação de estudantes.

Por volta das 8h30 os alunos da Faculdade de Direito encerraram as portas da instituição a cadeado, em protesto contra o processo de avaliação, que foram reabertas cerca de uma hora depois pela polícia, que considerou a “manifestação ilegal”.

“Assistimos com preocupação à atuação da Polícia de Segurança Pública, que alega ser ‘ilegal’ a manifestação associativa onde participam centenas de estudantes desta Faculdade Pública”, lê-se na nota dos bloquistas.

Além da pergunta ao Ministério da Administração Interna, os bloquistas vão também enviar uma pergunta ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sobre “a falta de transparência e a não aplicação dos regulamentos na avaliação dos estudantes”.

“Longe vão os tempos em que a polícia invadia as faculdades”, disse Gonçalo Martins dos Santos, que faz um balanço positivo do protesto.

“O balanço que faço da manifestação é positivo, mas o balanço que faço da polícia é negativo. Os estudantes têm razão e vamos mantermos concentrados em frente à Faculdade porque para nós hoje a Faculdade está encerrada”, disse o presidente da Associação Académica.

O cadeado e a corrente que encerravam a porta foram retirados pelos bombeiros e faixa que cobria toda a escadaria, com a inscrição "Esta é uma Faculdade sem condições, a justiça não para", foi retirada pelos estudantes por ordem da polícia

De acordo com o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, Gonçalo Martins dos Santos, os estudantes estão “descontentes” e “preocupados com a forma como estão a ser avaliados”.

"No passado dia 30 de novembro de 2017, em sede de Reunião Geral de Alunos, deliberou-se o encerramento da Faculdade atendendo ao manifesto desrespeito, traduzido em inúmeras situações de incumprimento, do Regulamento de Avaliação e dos Estudantes pela Direção da Faculdade e pela maioria do seu corpo docente", justifica a Associação.

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