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Bloco promove encontro sobre Igualdade de Género nas Autarquias

No próximo sábado, dia 9 de setembro, na Biblioteca Municipal de Torres Novas, terá lugar a iniciativa Igualdade de Género nas Autarquias - Os Compromissos do Bloco de Esquerda. O evento é aberto e contará com a presença de Helena Pinto e Catarina Martins.
Bloco promove encontro sobre Igualdade de Género nas Autarquias

No âmbito da campanha para as Eleições Autárquicas de 2017, o Bloco de Esquerda promove um encontro sobre Igualdade de Género nas Autarquias, no dia 9 de setembro, entre as 14h e as 17h30, na Biblioteca Municipal de Torres Novas.

A iniciativa contará com o acolhimento da atual vereadora local do Bloco, Helena Pinto, e também com a presença da Coordenadora Nacional, Catarina Martins, que fará o encerramento, às 17h.

O evento é aberto e as inscrições (incluindo a indicação de necessidade de transporte, referindo o distrito), poderão ser feitas através do email autarquias.2017@gmail.com.

Publicamos aqui o texto de convocatória deste encontro:

“Conscientes de que a nossa sociedade é ainda tão desigual e tão marcada pelos estereótipos dos papéis de género, pelo sexismo e pela discriminação, uma condição tantas vezes acentuada com desemprego e precariedade laboral, a luta pela participação e visibilidade das mulheres em todas as esferas da nossa vida social e política tem pautado a agenda e a intervenção feministas do Bloco, desde que nascemos para começar de novo. Porém, mais do que uma proclamação de igualdade, temo-la concretizado em proposta, em lei e exemplo de ação. A lei da paridade nas listas aos órgãos nacionais e autarquias foi uma conquista muito importante para nós e pugnamos pelo seu cumprimento. Entre nós, a paridade é estatutária e esforçamo-nos para que seja também a expressão do quotidiano das decisões, dos protagonismos e da participação no Bloco. Assumimos as dificuldades e procuramos ultrapassá-las. A igualdade é o nosso modo de vida. Em tempo de eleições para as autarquias locais, este caminho que temos feito em conjunto continua e não pode voltar atrás.

Neste sentido, o Bloco de Esquerda promove um espaço de encontro, aberto a toda gente, permitindo às suas candidatas autárquicas a oportunidade de partilhar experiências e perspetivas, pois há ainda muitas batalhas a travar, muito para transformar. Será também um momento para juntar forças e definir o que pode e deve ser uma agenda local feminista, comprometida com o combate à violência de género e com a luta pelo direito à autodeterminação identitária e sexual. Uma agenda nacional que defina respostas locais para os diferentes problemas que tanto acentuam a desigualdade, a precariedade e a pobreza, como arredam as mulheres do pleno acesso à saúde, educação e cultura, e também da participação política e partidária. Somos e queremos ser cidadãs por inteiro.

No Bloco, o feminismo, como qualquer outra matéria, não tem uma cartilha definida à partida. A pluralidade é o que nos une e a igualdade o nosso ponto de encontro. Por esta razão, o Bloco realiza esta iniciativa e convoca todas as autarcas e candidatas do Bloco, alargando o apelo a todas as pessoas que se queiram juntar - a força do Bloco faz a diferença.

Sabendo que neste sábado há iniciativas de campanha das várias candidaturas, este encontro foi pensado para ocupar apenas uma tarde, permitindo que todas e todos possam participar nas suas campanhas no restante tempo.

Contamos contigo.”

Termos relacionados Autárquicas 2017, Política

Comentários

Igualdade de género, revejo-me perfeitamente, mas, penso que em vez de referenciamos o género, individualizarmos o desequilíbrio / descriminação, deveríamos ser globais.
Porque, continuo a testemunhar comportamentos discriminatórios nas Instituições Publicas, Repartições, Escolas / Universidades e Serviços Municipais, locais com níveis de descriminação elevadíssima. Manifesto-me desta forma com tristeza e desgosto, porque presenciei e tenho familiares que foram tratados por esta discriminação em processos de candidaturas a Município do Norte e Instituição Publica de Lisboa.
Tenho manifestado estes comportamentos junto de Pessoas ligadas a estes serviços, que respondem com normalidade que os empregos públicos estão reservados a um publico especifico.
Neste contexto, entendo ser necessário aumentar o debate sobre a discriminação no seu todo, de forma a que gere de imediato praticas saudáveis em todos os Serviços e Empresas Publicas.
É urgente diminuirmos este flagelo, é prioritário e eficaz se iniciarmos
por todo o setor Publico, utilizando como exemplo e de forma a contagiar toda área privada.

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