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Bloco elege 19 deputados e ultrapassa os 10%

O Bloco obteve, nestas eleições legislativas de 2015, 549.153 votos e 10,22%, obtendo 19 mandatos. Veja aqui a comparação com resultados anteriores e a lista de deputadas e deputados eleitos.
Foto de Paulete Matos

Nestas eleições legislativas de 2015, o Bloco de Esquerda obteve o seu melhor resultado de sempre, ultrapassando pela primeira vez os 10%. O percurso dos resultados do partido, desde que se constituiu em 1999, merece ser recordado.

O Bloco de Esquerda concorreu pela primeira vez em 1999, obtendo 131.840 votos, 2.46% e 2 mandatos, pelo círculo de Lisboa.

Em 2002, obteve 149.543 votos, 2,75% e 3 mandatos, dois por Lisboa e um pelo Porto.

Em 2005, o Bloco consegue uma grande vitória, obtendo pela primeira vez 8 mandatos, 4 em Lisboa, 2 no Porto e 2 em Setúbal. Teve então 364.430 votos e 6,38%.

Nas últimas 3 eleições legislativas (2009, 2011 e 2015) os resultados do Bloco de Esquerda são os seguintes:

Ano

Votos

%

Mandatos

2015

549.153

10,22%

19

2011

288.973

5,17%

8

2009

558.062

9,82%

16

A/os deputada/os eleitos pelo Bloco são:

Aveiro:

Moisés Ferreira, psicólogo

Braga:

Pedro Soares, professor universitário

Coimbra:

José Manuel Pureza, professor universitário

Faro:

João Vasconcelos, professor

Leiria:

Heitor de Sousa, economista

Lisboa:

Mariana Mortágua, economista

Pedro Filipe Soares, matemático

Jorge Costa, jornalista

Isabel Pires, operadora de call center

Jorge Falcato Simões (independente), arquiteto

Madeira:

Paulino Ascenção, diretor financeiro da Câmara do Funchal

Porto:

Catarina Martins, atriz

José Soeiro, sociólogo

Luís Monteiro, estudante

Domicília Costa (independente), doméstica

Jorge Campos (independente), jornalista e professor

Santarém:

Carlos Matias, engenheiro técnico de telecomunicações

Setúbal:

Joana Mortágua, estudante/trabalhadora

Sandra Cunha, professora universitária

Termos relacionados Política

Comentários

Eu também fazia parte da abstenção, mas entendi que era tempo de começar a lutar contra o fascismo, para isso tinha que votar nos partidos do contra, votei no Bloco de Esquerda e com muito gosto, estou satisfeito pelo excelente trabalho que o partido e a sua porta-voz tem feito, este tem sido o único partido que mais faz tremer a assembleia da República mesmo só com meia dúzia de deputados, mas agora que passaram para mais do dobro espero que haja um terramoto permanente no parlamento. Parabéns pela brutal subida em percentagem de votos e mandatos.

Os terramotos não construem nada. Só destruem. Se V. quer que o parlamento seja destruído com um terramoto permanente é porque não é democrático. Engana-se quando pensa que lutar contra o fascismo é destruir. Já não há fascismo nenhum. Há é democracia, que pelos vistos é birrenta, pois se preocupa mais em atirar pedras aos colegas de bancada legitimamente eleitos do que em ajudar a (RE)CONSTRUIR um País. Difícil, não? Pois é, aceitar a diferença custa muito... Custa ainda mais dar as mãos... Mas olhe que os OUTROS não têm peçonha. São tão legítimos como os do B.E.

A boa velha falácia de ataque pessoal: questiona-se os valores da pessoa que discorda de nós para invalidar o seu (válido) ponto de vista. Seguindo a sua falácia, o PáF é a representação dos valores de abril?

Aceitar a diferença é o que a esquerda mais tem feito durante todos estes anos. Tem assistido ao dilapidação das empresas públicas, construídas com o dinheiro dos contribuintes, ao desinvestimento na indústria para favorecer interesses económicos estrangeiros, e até se chegou ao cúmulo de se ter de lidar com altos cargos políticos com estudos superiores fictícios, fotocópias de documentos que meteram água, até pessoas que estão a braços com processos criminais a partir de casa.

Acho que aceitação é uma das forças do bloco, e dos seus militantes.
E também acho que são excepcionalmente legítimos face a outros.
Mas isto é a opinião de quem votou à esquerda, que tem mais de 50% da distribuição de votos.

A todos muitos parabéns pela vossa eleição ...... Agora mãos à obra, pois o resultado do vosso trabalho contribuirá para que o BE possa crescer ainda mais nas próximas eleições.
Por favor procurem estar sempre à altura das expectativas de todos aqueles que em vós depositaram a confiança do seu voto.

Parabéns pelo excelente resultado. O Bloco não está morto! Há mais vida para além de Francisco Louçã, Fernando Rosas, João Semedo, Luís Fazenda, Daniel Oliveira, Rui Tavares, Ana Drago e Joana Amaral Dias. Uma saudação especial ao falecido Miguel Portas, que lá onde estiver certamente estará muito satisfeito, ele que foi a alma do partido durante tanto tempo.

Parabéns às "meninas do Bloco", como já lhes chamam. Eu voto no Bloco desde que este surgiu, e espero que depois dos estremeções e dissidências o partido estabilize e se consolide. E, agora, que faça a vida negra a este governo que nos espolia todos os dias.

Francisco Louçã, Fernando Rosas, João Semedo Luis Fazenda são militantes empenhados e indispensáveis ao BE.Ana Drago, Joana Amaral Dias e Daniel Oliveira, saíram e procuram outras projectos. Rui Tavares nunca foi militante do BE . Misturar as três situações faz-me confusão , sobretudo vindo de alguém , que diz ser apoiante do BE desde os primórdios.

Na qualidade de simpatizante do Bloco de Esquerda, congratulo todo o partido e os seus representantes pela vitória histórica do passado domingo. Acredito hoje, como outrora, que o Bloco fará a diferença na esgrima por um Portugal melhor, mais justo, mais solidário e, sobretudo, mais equitativo. Foi sempre com essa convicção que tenho votado no Bloco de Esquerda desde o momento da sua criação, um voto que nunca vi defraudado.
Face a estes resultados, o Bloco não poderá deixar escapar esta oportunidade de se reafirmar como a força política que oferece, efetivamente, uma alternativa às políticas neoliberais, que, sucessivamente, têm afetado o nosso país e, com estas, hipotecado o nosso futuro. Mostra-se, como tal, necessário reavaliar as estratégias definidas no passado, repensá-las para melhor definir o futuro, um futuro que se adivinha difícil, mas que contará, certamente, com a coragem dos deputados agora eleitos para o enfrentar. Este é o momento de viragem para o Bloco!
Não poderia deixar uma palavra de profunda admiração às mulheres do Bloco de Esquerda. A convicção aguerrida demonstrada pela Catarina Martins e pela Mariana Mortágua resgataram em mim um sentimento que havia perdido: acreditar que a mudança é possível! Se todos os deputados da AR trabalhassem um décimo do que estas deputadas trabalham não estaríamos, certamente, tão descontentes com os políticos deste país!
Resta-me desejar um bom trabalho a esta equipa e desejar muito sucesso face aos duelos que travarão.

Alguns pontos sobre fiscalidade e taxas (e similares): 1 - Os impostos têm de ser pagos em Portugal, em relação às actividades económicas exercidas em território nacional e que originaram os rendimentos passíveis de imposto. Não é normal que se paguem impostos noutros países, de uma actividade económica que usa infraestruturas e recursos portugueses; 2 - Acabar com as offshores fiscais a nível europeu e levar como argumento de negociação a disponibilidade de o fazer com a offshore da Madeira, se houver vontade dos outros países para fazer o mesmo. Não há necessidade de harmonização fiscal, os pontos 1 e 2 já trariam uma certa justiça no mecanismo fiscal europeu sem ser preciso agitar muito as águas. O primeiro ponto, com alguma criatividade, pode mesmo ser adoptado a nível nacional, sem ter de se esperar para alterar legislação europeia. 3 - Baixar os impostos em actividades económicas familiares, tais como restauração. 4 - Os impostos com impacto social, tais como a TSU, que têm impacto positivo na segurança social, mas que por outro lado têm impacto negativo nos custos de trabalho, podem ser reduzidos desde que hajam compensações nas outras receitas fiscais; ou, em geral, os impostos devem ser reduzidos, afim de atenuar efeitos negativos específicos a cada imposto, proporcionalmente a medidas que tragam maior eficácia e receita fiscal no geral. Se em vez de se pagarem impostos na Holanda, se paguem em Portugal, pode baixar-se a carga fiscal, desde que se aumentem as receitas. 5 - baixar para 10% o valor das actuais portagens nas Scut. 6 - Reintroduzir os feriados que foram retirados e empurrar para as sextas e segundas, feriados que caiam às quartas e quintas. O objectivo, é criar períodos de mini-férias, que dinamizem as actividades de lazer, a restauração e a hotelaria. Muito haveria a dizer sobre eficácia e justiça fiscal, equilíbrio entre controlo fiscal e repressão da fuga ao fisco e respeito pelo contribuinte, mas tenho confiança que haverá bons fiscalistas no BE, que podem fazer esse trabalho. Penso que começar a organizar uma grande reforma fiscal na Assembleia, pode ser uma boa proposta para inicio de trabalhos, lançar um roteiro para uma reforma fiscal, já na próxima abertura da Assembleia (idem para a Justiça).

Parabéns pelo resultado eleitoral.
Venho dar o meu contributo no que concerne à agricultura no nosso país.
Conheço quem trabalhe a terra e que recentemente vendeu maças a 0.18€/kg à consignação, a um intermediário.
Como esta família, existem muitas outras que vivem naquela localidade, bem perto de Lisboa. Muita maça sã ficou a apodrecer nas árvores.
Pergunto: poderá o Bloco de Esquerda ajudar estes homens e mulheres, no sentido de não serem tão escravisados? Propor insentivos aos supermercados para que vendam +50% de produto fresco português? Ou mesmo aos cidadãos consumidores de produtos portugueses. Aumenta o consumo, aumenta o emprego, aumenta o rendimento das pessoas, diminuem as importações.
É bom para toda a gente!
Obrigada
Sandra Moura

ALERTA !!! O que a direita estará à espera !

Caso se confirme um novo governo PS+BE+CDU a direita vai estar à espreita - como o lobo o vigia o galinheiro - e esperar que haja deslizes nesta nova coligação.

É FORÇOSO manter a união e coesão para que não haja pretextos ainda que falaciosos, para levantarem o fantasma do Siryza.

Desta união / coesão dependerá a credibilidade da esquerda e a descredibilidade da direita.

Em relação às Eleições Legislativas de 2009 o Bloco teve menos 8909 votos. Correcto? Então porque consideram o melhor resultado de sempre do BE!? Para meias verdades já basta os que têm estado a Governar o nosso Pais. Por favor, sejam diferentes.

O melhor resultado é-o de facto relativamente ao número de deputados.
Este é o resultado de uma luta de algumas figuras simples e honestas que se impuseram com muita sabedoria e modéstia, após algum tempo de demasiada prosápia.

Apoiante desde o primeiro momento, apoio a renovação. A união faz a força. Que sirva de lição a algumas pretensões desnecessárias. Afinal alguma da minha geração foi gente que soube ensinar as(os) suas(seus) filhas(os).

Muitos parabéns pelo resultado obtido. Posso adiantar que o meu voto foi conquistado pela abertura a negociações que Catarina Martins referiu no debate com António Costa.
Contudo gostaria de ver mais alguma abertura de modo a conquistarem algumas das vossas ideias, deixando um pouco o radicalismo de lado, no entanto, não perdendo a identidade própria.
Uma das ideias que gostava de ver debatida pela vossa parte é os quantitativos de generais e o próprio tamanho das forças armadas. Penso que uma redução levaria a uma utilização mais eficiente dos recursos, e dentro do orçamento que lhes é destinado seria importante aplicar uma fatia maior à busca e salvamento. Uma missão destinada a salvar e a recuperar vidas em vez de "roubar".

Votei no bloco a pensar em fazer crescer e que os partidos PSD, PS E CDS perdessem poder. Meu espanto é quando o partido que votei (BE) se reúne com um partido que neste 41 anos roubou o Pais com seus governos que só pensam nos amigos deles e não no povo. Eu votei no bloco como um partido para fazer frente a todos os outros partidos, não para se juntar a PS. Senti-me enganado e como eu muitas mais outras pessoas que votaram no BE. Se juntando ao PS e PCP só vai enfraquecer o partido que tem conquistado apoiantes. EU VOTEI NO BLOCO NÃO VOTEI NO BLOCO + PS + PCP. Acordem. Nas próximas eleições quem vai sair a ganhar com esta junção vai ser o PSD E CDS. Quem vai ficar a perder vai ser o bloco e com muita pena minha também vai perder meu voto. ACORDO COM PS NUNCA

bOA TARDE
PELA 1ª VEZ VOTEI NO BLOCO, PARA TIRRAR MAIORIA AQUE DEU CONTINUIDADE,AO EMPOBRECIMENTO DOS MAIS FRACOS. NA VOSSA PROPOSTA ELEITORA, AFIRMAM QUE QUEM TIVER 40 ANOS DE DESCONTOS PARA A SS. DEVE TER A REFORMA POR INTEIRO.EU TENHO 62 ANOS E 8 MESES DE IDADE, 50 DE DESCONTOS E SE ME REFORMAR ANTICIPADAMENTE SOU PENALIZADO EM 13%. agora que teem mais força tentem mudar esta aberração.Espero isso da vossa parte, desejo-vos felicidades para a luta

Espero que não se mantenha a insensibilidade aos mais velhos que quando chegam ao Natal que é a festa da família, os vimos na rua bem tristes com as faces curtidas pelo tempo e muitos também pela doença, e agora sem dinheiro para comprar prendas para os seus familiares, filhos e netos e nem sequer para comporem a mesa com um pouco de bacalhau ou peru pois o governo de direita lhes cortou o seu subsidio de Natal. Olhamos para eles na rua e quase que sentimos as suas lágrimas. Espero que a politica de esquerda passe por olhar esta gente e lhes dê alegria nesta quadra festiva. Boas festas para todos e um obrigado

Tenho a vontade de entrar dentro da câmera federal como participante e ganhando quantias em valores (pois não é caridade e sim trabalho com resultados rápidos, coisa que já deveriam ter feito á anos atrás), para ajudar o próximo nas entidades de acolhimento, retirando todos os moradores de rua das ruas de São Paulo que isso não exista mais em nossa cidade. Cidade limpa, país desenvolvido! Obrigada pela atenção, tenha uma boa semana com muita saúde e disposição!

Ex mos. Deputados do Bloco de Esquerda.
Muito boa noite
Venho por este meio, mui respeitosamente, pedir ao Bloco de Esquerda que analise o FERRO VELHO junto das estradas num País que se quer muito bonito para os turistas que nos visitam.
António Caseiro
Cartão de Cidadão 4388328

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