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Bloco condena “velha política” de aumento dos preços na STCP

O Bloco de Esquerda/Porto defende que a empresa de transporte público, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, cuja gestão se encontra agora nas mãos dos municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Valongo, Gondomar e Maia, tem de estar “ao lado dos utentes”.
Bloco condena “velha política” de aumento dos preços na STCP
Foto de 7beachbum/ Flickr.

“Na nova gestão da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) a partir de 2018, não pode haver lugar para a velha política de aumento dos preços, já anunciados para as assinaturas mensais e títulos individuais”, defende a Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda do Porto, em comunicado.

Para os bloquistas, “ao contrário, é preciso medidas que atraiam milhares de novos passageiros e diminuam a utilização do transporte individual”.

O Bloco defende ainda que a empresa de transporte público, cuja gestão se encontra agora nas mãos dos municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Valongo, Gondomar e Maia, tem de estar “ao lado dos utentes”, que “exigem um serviço público de qualidade, que cumpra horários e respeite o ambiente através da utilização de viaturas não poluentes”.

“Nova gestão tem de cortar com as políticas do passado"

Com esta nova gestão de participação municipal, os bloquistas consideram que vai iniciar-se “uma nova fase da vida da STCP”, sendo necessário conquistar mais passageiros para este transporte público. E para isso, “é preciso criar novas carreiras e novos horários, diminuir os tempos de viagem, aumentar a extensão das faixas BUS”.

Além disto, “é também essencial uma nova relação com os trabalhadores da STCP, que não podem continuar a ter os salários e as carreiras congelados”, lê-se ainda no comunicado enviado à imprensa.

Para o Bloco, com este Governo e “após a reversão da privatização, a STCP continua a ser propriedade pública”, mas “não está tudo resolvido”. Neste sentido, os bloquistas consideram que “a nova gestão, agora com a participação dos municípios, tem de cortar com as políticas do passado e oferecer um serviço público de transportes confortável, que sirva as necessidades de mobilidade e respeite o ambiente”.

Continuando a ser propriedade do Estado, a gestão da STCP fica a cargo, durante sete anos, dos seis municípios servidos pela rede de transportes urbanos. O acordo para a transferência de competências foi rubricado em janeiro de 2017 e aprovado pelo Tribunal de Contas em agosto. O novo Conselho de Administração da STCP é presidido pelo economista Paulo Azevedo, que foi indicado pela Câmara do Porto, que representa 54 por cento do serviço, e integra ainda Isabel Vilaça e Ângelo Oliveira como administradores executivos. A nomeação do administrador financeiro é responsabilidade do Estado, tendo o Governo nomeado para o cargo Isabel Vilaça.

O processo implicou que cada um dos seis municípios aprovasse, em reunião de câmara e nas assembleias municipais, o contrato de delegação de competências do Estado, entre outros documentos.

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