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Austeridade atira Portugal para um novo mínimo no número de nascimentos em 2013

Entre janeiro e julho, registou-se uma redução de cerca de 12% no número de nascimentos. A manter-se este nível de queda Portugal poderá ficar, em 2013, abaixo dos 80 mil nascimentos. A crise económica, a precarização das relações laborais e a vaga de emigração são alguns dos fatores que justificam esta tendência.
Foto de Clayton, Bruna e Otávio, flickr.

A presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD) garantiu, em declarações à TSF, que Portugal irá registar, em 2013, um novo mínimo no número de nascimentos.

No ano passado, o país contou, pela primeira vez, com menos de 90 mil nascimentos num ano. Segundo Maria Filomena Mendes, caso se mantenha o nível de queda registado entre janeiro e julho, próximo dos 12 por cento, em 2013, o número de nascimentos poderá, inclusive, ficar abaixo dos 80 mil.

A dirigente da APD não tem dúvidas em relacionar a redução do número de nascimentos com a crise económica.

Também Vanessa Cunha, socióloga do Instituto de Ciências Sociais, esclarece que esta realidade decorre de uma mistura de vários fatores: crise económica, precarização das relações laborais, bem como a saída de muitos imigrantes do país e a crescente emigração.

Segundo a socióloga, as razões económicas pesam ainda mais na decisão quando está em causa ter um segundo filho.

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Comentários

Nada de mais normal. E esta tendencia vai-se manter muito tempo, pois com a quebra de contratos sociais sobre reformas, empregos mesmo do estado, etc, o medo e a incerteza quanto ao futuro ficou instalado nas pessoas.

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