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AR chumba voto de condenação pela repressão de ativistas angolanos

O Bloco de Esquerda propôs no parlamento um voto de condenação pela repressão de ativistas pela democracia em Angola, em 17 de abril passado. Foi rejeitado pelos votos contra de PS, PCP, PSD e CDS. Votaram a favor o Bloco, 12 deputados do PS, o deputado do PAN e abstiveram-se o PEV e dois deputados do CDS.
"Liberdade já aos 7 activistas" - Foto da página Central Angola 7311 no facebook
"Liberdade já aos 7 activistas" - Foto da página Central Angola 7311 no facebook

Foi votado nesta sexta-feira, 19 de maio, um voto de condenação pela repressão de ativistas pela democracia em Angola, apresentado pelo Bloco de Esquerda. (ver na íntegra)

O voto foi rejeitado pelos votos de PS, PCP, PSD e CDS. Os deputados do VEV abstiveram-se, assim como os deputados João Almeida e Ana Rita Bessa do CDS. Além do Bloco de Esquerda, votaram a favor o deputados do PAN e 12 deputados do PS, nomeadamente João Soares, Isabel Moreira, Pedro Bacelar Vasconcelos e Paulo Trigo Pereira.

O PCP justificou a sua rejeição do voto afirmando em declaração que defende o “direito de opinião e manifestação" mas não "ações que pretendem premeditadamente perturbar, colocar em causa e, se possível, deslegitimar o normal desenvolvimento das eleições gerais em Angola".

No texto do voto, o Bloco referia que a polícia angolana “reprimiu violentamente uma manifestação em Cacuaco” no passado dia 17 de abril. Foram presas 7 pessoas: António Mabiala, Nzenza Mabiala (“Luston”), Paulo Mabiala (“DMX”), Adão Bunga (“Mc Life”), Valdemar Aguinaldo (“27 de Maio”), Mariano André e David Saley. A manifestação exigia “emprego e melhores condições de vida, assim como a realização de eleições livres e transparentes em Angola”.

O documento referia também que “os jovens foram enviados para as prisões de Viana, Kakila e Kalomboloko, locais onde falta água, comida e assistência médica” e lembrava episódios anteriores de repressão em Angola, como a de 24 de fevereiro passado (ver notícia no esquerda.net).

O Bloco pedia no voto que o parlamento condenasse a "perseguição sistemática aos ativistas cívicos em Angola, a repressão e a violência sobre as manifestações e o desrespeito pelos princípios da liberdade e da democracia".

Manifestação em Cacuaco

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