APRe! diz que Portas "não pode estar contra a taxa e continuar no Governo"

17 de maio 2013 - 12:32

Maria do Rosário Gama reagiu às declarações de Paulo Portas com alguma incredulidade. “Num dia dizem uma coisa, noutro dizem outra. É uma forma de garantir o eleitorado, afinal somos três milhões", diz a presidente da APRe!, que defende a queda do Governo.

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Reformados não perdoam a Paulo Portas por ter assinado cortes nas reformas com a troika e vir dizer a seguir que foi tudo a fingir. Foto RTP/Flickr

“Acho que estão a querer fazer das pessoas ignorantes. Se a taxa de sustentabilidade foi inscrita no documento a apresentar à ‘troika’ e teve a assinatura do Dr. Paulo Portas, que já se havia pronunciado contra ela, então esta taxa tem todas as probabilidades de vir a ser aplicada”, disse Maria do Rosário Gama à agência Lusa.

Na quinta-feira à noite, o líder do CDS voltou a tocar no assunto a que chama "TSU dos pensionistas", para garantir que afinal a fronteira que traçou não foi ultrapassada. "Tenho uma palavra e não duas ao mesmo tempo", garantiu Paulo Portas, afirmando-se "politicamente incompatível" com os novos cortes nas pensões anunciados por Passos Coelho nas vésperas de fechar a sétima avaliação da troika.

Os reformados falam de uma situação "inédita" e "impensável", já que consideram que “uma assinatura é um compromisso”. “Terei de dizer que este jogo não é sério. Não se assina um documento faz de conta. Não se pode estar contra uma medida e ao mesmo tempo sufragar essa medida, portanto, isto só pode ser compreendido como uma forma de garantir o eleitorado, traindo-o”, sublinhou Rosário Gama.

Para a presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!), "já toda a gente percebeu o esquema de Paulo Portas que é ter um pé dentro e outro fora" do Governo”. Rosário Gama concluiu que a situação criada pelo o líder do CDS reflete bem reflete o “descrédito total dos políticos e da forma como encaram a política”.