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Aluguer do Panteão “diz tudo sobre a gestão da política cultural que o Estado faz”

O deputado bloquista José Manuel Pureza defende o apuramento de responsabilidades sobre o uso do Panteão Nacional para eventos privados, que considera um ”absurdo, um disparate, uma coisa ignóbil".
Foto Alejandro/Flickr

"Porque é que um espaço como o Panteão Nacional pode ser aberto, de acordo com um despacho do anterior Governo, a eventos sociais, de natureza privada? A única razão é arrecadar receita. E isso diz tudo sobre o que é, neste momento, a gestão da política cultural - incluindo a de património - que o Estado faz", afirmou José Manuel Pureza à agência Lusa este domingo.

A celebração de um jantar por parte da Web Summit esta semana no Panteão Nacional trouxe a polémica sobre a lei do governo PSD/CDS que abriu o monumento à realização de eventos privados, que o deputado bloquista considera ser um "absurdo, um disparate, uma coisa ignóbil". O primeiro-ministro e o Presidente da República criticaram a utilização do espaço para eventos desta natureza, com o governo a assumir o compromisso de alterar a lei que o permite, decisão que Marcelo Rebelo de Sousa considerou “sensata”.

José Manuel Pureza concorda que o governo, “ao decidir mudar este regulamento, fez o que precisa ser feito”. E pediu o apuramento de responsabilidades, “com a condição que isso não sirva para deixar de fazer o essencial: que não se mercantilizem espaços que não podem ser mercantilizados".

Ao invés, o Estado deve "afetar recursos através do Orçamento do Estado à gestão do património e à política cultural”, prosseguiu o deputado do Bloco, lembrando que “nos últimos anos o orçamento para a cultura, incluindo para o património, tem sido qualquer coisa de inaceitável”.

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