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Afeganistão: Estado Islâmico reivindica atentado que matou mais de 40 pessoas em Cabul

Esta quinta-feira, explosões num edifício onde funcionava um centro cultural da minoria xiita, uma mesquita, uma escola de estudos islâmicos e os escritórios da agência de notícias Vozes Afegãs causaram pelos menos 41 mortos e 84 feridos.

Entre as vítimas do atentado estão mulheres, crianças, jornalistas e também estudantes que assistiam a uma conferência e painel de debate no centro social cultural Tabian.

De acordo com as informações que um repórter no local transmitiu à agência Reuters, a uma explosão inicial à entrada do complexo seguiu-se pelo menos uma segunda. Sayed Annas Hussaini confirmou que um dos jornalistas que assistiam à conferência morreu e que dois ficaram feridos.

A Reuters refere ainda que testemunhas deram conta de que várias pessoas foram apanhadas na rua por duas novas explosões.

A Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, condenou o atentado terrorista, sublinhando que aquele “ato de violência é também claramente um ataque contra a liberdade de expressão e a democracia no Afeganistão”.

"Este ataque horroroso sublinha os perigos que os civis afegãos enfrentam", assinalou, por sua vez, a Amnistia Internacional, num comunicado emitido pelo seu diretor para a Asia do sul, Biraj Patnaik.

"Num dos mais mortíferos anos registados, os jornalistas e outros civis continuam a ser implacavelmente um alvo dos grupos armados", acrescentou.

O grupo islamita Estado Islâmico (Daesh) já reivindicou o atentado através da sua agência de propaganda, a Amaq.

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