No final da visita, Pedro Filipe Soares sustentou a "boa recetividade" das pessoas às propostas do Bloco de Esquerda, que passam pela apresentação do Programa de Emergência Social contra o que disse ser a austeridade "custe o que custar" do Governo.
"Há uma enorme angústia na vida das pessoas por causa desta política. Tivemos uma boa recetividade, há um sentimento quase natural de exigirem uma política alternativa o que mostra que o país já não acredita no Governo que tem", frisou o líder da bancada parlamentar.
Adiantou que da iniciativa do Programa de Emergência Social bloquista, criado para combater o memorando da troika e dar resposta às suas consequências sociais, destacou-se, na visita de hoje, o cabaz social, medida que defende 0% de IVA para dez produtos considerados "essenciais" pelo Bloco de Esquerda: leite infantil, pão, arroz, massa, azeite, carne, peixe, ovos, fruta e legumes.
"As pessoas com quem contactámos mostraram-se disponíveis para conhecer ideias alternativas - à atual política - e estarem dispostas a diálogos diferentes", reforçou.
Para além do cabaz social, o Programa de Emergência Social do Bloco de Esquerda defende a atualização do salário mínimo nacional para 533 euros, a revogação da nova lei das rendas e a proibição do corte da água e energia a famílias em comprovada situação de pobreza.
Durante a tarde, Pedro Filipe Soares visita duas associações na Figueira da Foz e o programa no distrito de Coimbra termina com uma sessão pública sobre o Programa de Emergência Social, em Cantanhede, às 21:00.