“Levantemo-nos na luta por um novo mundo de igualdade”

“As asas da vitória poderão sobrevoar Atenas e trazer uma mensagem muito clara: Nós já não temos medo. Não temos nada a perder. De pé, povos do Sul! De pé, povos da Europa! Levantemo-nos na luta por um novo mundo de igualdade, de justiça, de liberdade e de socialismo democrático! Venceremos!” Com estas palavras, Loudovikos Kotsonopoulos, da Syriza, concluiu a sua intervenção no comício-festa organizado pelo Bloco de Esquerda, neste sábado em Lisboa , em solidariedade com o povo grego e contra a troika.
Loudovikos Kotsonopoulos, da Syriza, concluiu a sua intervenção no comício-festa organizado pelo Bloco de Esquerda. Foto de João Candeias

Na sua intervenção no comício, Francisco Louçã sublinhou que “A Grécia decidirá por eles e por nós. E é por isso que queremos dizer daqui que não falharemos na solidariedade com a esquerda grega, seja ela a maior força política que resulte desse levantamento, tenha ela a capacidade, como desejamos, de formar um governo para responder às dificuldades”.

Para o coordenador do Bloco, o que está em causa, nas legislativas gregas, é a escolha entre "a direita que continua ou a esquerda que traz mudança, a direita que afunda o país ou a esquerda que traz a resposta da democracia, a direita que quer continuar a desgraça ou a esquerda que quer trazer o levantamento e a convicção de uma resposta popular em nome do seu povo”.

E independentemente dos resultados das eleições, é já possível retirar lições do caso grego para a Europa, a esquerda e Portugal.

“As soluções autoritárias, dar à senhora Merkel o poder de controlar as finanças, dar ao governo alemão o poder de controlar os orçamentos, os impostos, de governar sobre a Europa, é a pior diminuição que a Europa poderia jamais aceitar. A Europa precisa de democracia, de respeito, do lugar de cada um dos povos numa construção comum e não pode aceitar o autoritarismo”, afirmou.

Também há uma lição para esquerda: “a esquerda grega provou que podia multiplicar-se, crescer e opor-se à direita, porque soube ser coerente, nunca desistiu de lutar pelo seu povo, contra a finança e a barbárie da bancarrota. Nunca desistiu de se opor à ‘troika’ nem se enredou em meias palavras.”

E concluiu: “Na Grécia, como em Portugal, precisamos de acabar com essa alternância entre duas facetas de uma crise que tem o povo como refém”.

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