Miguel Portas acusou os actuais dirigentes europeus de “já só saberem fingir ao insistirem sempre nas mesmas receitas apesar do fracasso dos resultados”.
Numa leitura reflectida sobre o tratado da austeridade imposto a partir de Berlim Renato Soeiro sublinha o paradoxo de se pretender transpor para textos constitucionais uma medida sujeita a chantagem sobre os países.
A Esquerda Unitária no Parlamento Europeu (GUE/NGL) considera que o tratado de controlo orçamental aprovado segunda-feira pelo Conselho Europeu vai agravar a crise e traduz “uma institucionalização antidemocrática da austeridade” como sistema político.
Os eurodeputados eleitos pelo Bloco de Esquerda têm vindo a lutar e continuarão a lutar contra o ACTA, acordo que representa uma ameaça às liberdades e à privacidade na internet assinado pelo Governo português e com apoiantes no PS.
A eurodeputada Marisa Matias desafiou o presidente do Conselho Europeu a revelar a existência de um Euro que seja “de investimento directo no emprego” entre as medidas que têm sido adoptadas para combater a crise.
A senhora Merkel e os seus seguidores nos governos europeus chamam-lhe "Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária", o heterónimo de Tratado da Austeridade. Conheça-o na íntegra, ainda na versão inglesa.
Os países da Zona Euro aprovaram em Bruxelas o tratado de redacção alemã que institucionaliza a austeridade nas Constituições, impedindo os Estados com economias mais débeis de recorrerem ao investimento público.
Renato Soeiro
Rood! (Vermelho!) é uma nova organização política belga de esquerda, na região flamenga. Nasceu no sábado em Antuérpia, como relata Renato Soeiro.
O site Europarl e o funcionamento da internet no Parlamento Europeu sofreram perturbações na quinta-feira, dia em que a União Europeia assinou o ACTA, tratado contra o comércio online de produtos contrafeitos. No Parlamento da Polónia vários deputados protestaram contra o mesmo tratado (foto), considerando-o equivalente, designadamente nos intuitos censórios, aos projectos SOPA e PIPA nos Estados Unidos
Umberto Bossi, chefe da Liga Norte de Itália, até há pouco membro da coligação governamental, reafirmou a intenção secessionista da região mas também o desejo de formar um novo país juntando territórios vizinhos através de interferências nas fronteiras da Alemanha, França, Suíça, Itália e Áustria.
O programa orçamental grego “derrapou”, as receitas públicas ficaram abaixo do previsto em 2011 pelo que, segundo a Zona Euro, Atenas se deverá submeter a reformas “mais ambiciosas” e chegar a acordo com os credores privados. Nesse sentido, e de acordo com um documento alemão preparado na perspectiva da cimeira europeia, a Grécia vai ser privada de qualquer soberania orçamental, um caso de protectorado sem paralelo na história da integração europeia.
O governo italiano do tecnocrata Mario Monti monta o plano de austeridade imposto por Bruxelas com o horizonte de um mês: depois da liberalização ao estilo da Grécia começou o ataque ao mercado de trabalho.
A Comissão de Assuntos Internos do Parlamento Britânico confirmou que o serviço de fronteiras e os seus contratados usam métodos potencialmente mortais e linguagem racista contra vítimas de deportação.
A baixa constante dos salários dos trabalhadores na Alemanha durante os últimos dez anos como motor da competitividade das exportações do país é a “causa estrutural” da crise da Zona Euro, segundo um relatório divulgado terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao nível interno, a situação provocou, de acordo com o documento, uma crescimento das desigualdades a uma velocidade nunca vista recentemente, nem mesmo durante o período da anexação da antiga RDA.
Agricultura: BE quer acabar com o dumping no pagamento aos produtores agrícolas e voltará a propor a criação de um banco de terras para arrendamento. A dupla etiquetagem dos alimentos é a proposta para evitar o desperdício; a criação de uma Comissão Internacional pela não especulação nos preços agrícolas é ideia bem acolhida pelos vários partidos da Esquerda Europeia.
Angela Merkel, chanceler alemã, expôs a sua visão da Europa a seis jornais europeus: “uma orquestra que toque no concerto mundial dos mercados” sem preocupação com “a beleza da música ou a importância da orquestra” porque “eles querem ouvir qualquer coisa conveniente”. Para uma estadista que se considera melómana também a profissão de fé é neoliberal: o maestro é o mercado mundial. Numa entrevista em que não fala uma vez no Banco Central Europeu e transforma a tese punitiva numa questão de solidariedade europeia, a chanceler faz depender o crescimento e o emprego da aplicação das leis laborais em vigor no seu país e no Leste da Europa e das reformas estruturais com base nas privatizações. A entrevista foi publicada em vésperas da reunião do Conselho Europeu sobre o tratado de governação económica.
Entrevista na íntegra em francês
Miguel Portas analisou os “problemas verdadeiramente complicados” na sociedade e no mundo do trabalho que se colocam à CGTP após o Congresso que vai marcar a saída de Manuel Carvalho da Silva do cargo de secretário geral e a sua prevista substituição por Arménio Carlos. Um desses problemas, definiu o eurodeputado da Esquerda Unitária (GUE/NGL), “é que a realidade do trabalho alterou-se extraordinariamente: o novo trabalho é precário”.
Angela Merkel, chanceler alemã, expôs a sua visão da Europa a seis jornais europeus: “uma orquestra que toque no concerto mundial dos mercados” sem preocupação com “a beleza da música ou a importância da orquestra, porqe eles querem ouvir qualquer coisa conveniente".
Umberto Bossi, chefe da Liga Norte de Itália, até há pouco membro da coligação governamental, reafirmou a intenção secessionista da região mas também o desejo de formar um novo país juntando territórios vizinhos.
A Comissão de Assuntos Internos do Parlamento Britânico confirmou que o serviço de fronteiras e os seus contratados usam métodos potencialmente mortais e linguagem racista contra vítimas de deportação.